Atualizações sobre Gaza Os esforços diplomáticos em Gaza no início da semana passada foram ameaçados com o início da invasão do exército israelense na região na última sexta-feira, o que ofereceu grande suporte para o petróleo durante a sessão. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva de Israel avançou sobre a Faixa de Gaza um dia após o Wall Street Journal reportar que a incursão havia sido adiada por intervenção dos Estados Unidos. O temor de que isso gerasse uma resposta de países árabes e afetasse os fluxos de petróleo na região levou a commodity a acumular uma alta de quase 3% na última sessão, que já reverte esse resultado na manhã dessa segunda-feira (30). Desde o dia 7 de outubro, data do primeiro ataque do Hamas contra Israel, o Brent acumula alta de quase 7%, mesmo com as perdas da última semana.
Estoques nos Estados Unidos Na semana passada, os estoques de petróleo registraram alta semanal de 1,37 milhão de barris, em meio a manutenção de uma produção doméstica recorde pela terceira semana seguida e uma leve redução da demanda interna. Em relação aos combustíveis, as reservas de gasolina se mantiveram estáveis, com um crescimento semanal de 213 mil barris, enquanto o diesel seguiu caminho contrário ao observado nas reservas de óleo bruto, com o indicador operando em queda próxima a 1,7 milhão de barris, conforme recuperação das exportações do derivado, que se aproximaram da média dos últimos cinco anos para o período.
Desempenho econômico da UE Outro fator que pressionou o preço do petróleo na última semana foi o pior desempenho econômico da Zona do Euro. A notícia veio a partir da divulgação do PMI composto da região em outubro, com o resultado parcial indicando uma retração para 49,4 pontos (estava em 50,4 pontos em setembro), sendo o pior resultado em quatro meses, de acordo com a IHS Markit. O resultado do PMI composto foi levemente acima do esperado do mercado, mas com o desempenho do setor industrial surpreendendo analistas (indo para 54,4 pontos, o melhor resultado em 26 meses), enquanto o de serviços apresentou uma queda mais expressiva. Além do PMI, declarações da presidente do Banco Central Europeu afirmando que a luta contra inflação no bloco ainda não havia chegado ao fim, levou investidores acreditarem que a instituição deve manter o atual nível de juros (4% a.a) – o maior desde o lançamento do euro, em 1999 – por tempo prolongado, impactando negativamente a demanda por petróleo e derivados na região.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (30), as cotações abriram a sessão em baixa, com o contrato do Brent para vencimento em janeiro/24 operando em USD 89,55 bbl (-1,03%) até as 09h00. As quedas refletem, em grande parte, as perspectivas de que o FED decida nessa quarta-feira (01) pela manutenção da taxa de juros básica norte-americana, conforme a divulgação de indicadores econômicos positivos nos EUA seguem evidenciando uma economia resiliente no país, intensificando assim o combate à inflação pelo banco central estadunidense.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.