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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo acumula queda de 6% na semana
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam queda de 6,18%, negociadas a USD 84,89 bbl na última sexta-feira (03) enquanto o WTI ficou em USD 80,51 bbl, registrando uma redução semanal de 5,88%.

O petróleo aprofundou a tendência de queda na última semana, motivado por fatores macroeconômicos, após decisões de Bancos Centrais nos EUA e na Europa, e um menor prêmio de risco com o conflito no Oriente Médio limitado a Israel e Hamas. Além disso, preocupações com a economia chinesa em meio retração do PMI industrial também pressionaram as cotações do petróleo. Hoje pela manhã, os futuros do Brent operam em alta, com o petróleo negociado acima de USD 86 bbl.


Fatores macroeconômicos impactam petróleo Um dos fatores que pressionaram as cotações na última semana foi a divulgação do PMI industrial de outubro na China. O número recuou para 49,5 pontos, contra os 50,2 de setembro, contrariando as projeções do mercado e deixando mais nebuloso o cenário econômico na China, considerando que as últimas semanas foram marcadas pela divulgação de indicadores positivos no país, inclusive anúncios de estímulos por parte do governo. Nos Estados Unidos, o Fed manteve o atual patamar de juros na quarta-feira (01), com mercado interpretando que a sequência de aumentos encontrou um limite em 5,25-5,5% a.a, apesar de representantes da instituição afirmarem que economia do país segue “forte”.

Reservas dos Estados Unidos Pela segunda semana seguida, o DOE registrou um aumento dos estoques comerciais de petróleo nos EUA, que alcançaram 422 milhões de barris – apesar de se manterem ainda abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos. A reconstrução das reservas nesse período segue uma movimentação sazonal, em meio a redução do consumo doméstico causada pela manutenção programada de algumas refinarias no país. Outro fator que auxilia nesse processo de reestocagem se dá na produção recorde de petróleo pelos EUA, que opera com uma oferta próxima a 13,2 mbpd desde a primeira semana de outubro. O aumento das reservas americanas acabou servindo como um fator baixista aos preços na semana passada, conforme perspectivas menos otimistas sobre a demanda pela commodity no país.

Vendas de combustíveis no Brasil De acordo com a ANP, as vendas de diesel em setembro chegaram a 5,74 milhões de m³, valor 4% acima daquele registrado em set/22. Apesar do valor ser menor no comparativo com agosto – mês recorde para a série – o acumulado entre janeiro e setembro (48,88 milhões de m³) indica um aumento de 3,3% em relação aos níveis de 2022. As vendas de gasolina, no entanto, não tiveram resultados tão positivos. A ANP apontou uma retração de 3,4% no comparativo anual, atingindo 3,67 milhões de m³. É a primeira vez nesse ano que as vendas mensais não superaram os resultados de 2022, reflexo da menor competitividade da gasolina C frente o etanol hidratado em importantes estados consumidores, como São Paulo e Minas Gerais, com a paridade se mantendo abaixo de 70% nas últimas semanas em ambos os estados.

Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (06), as cotações operam em alta, com o contrato do Brent para vencimento em janeiro/24 operando em USD 86,01 bbl (+1,3%) até as 09h25. O petróleo avança conforme Rússia e Arábia Saudita reforçam a intenção de limitar a oferta de óleo bruto até o final de 2023, impactando o fornecimento global em até 1 mbpd. 
 

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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