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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Referências do petróleo recuam com movimento especulativo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (16), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 77,42 bbl (-4,63%) e a referência norte-americana a USD 72,9 bbl (-4,9%).

Após iniciar a semana com leves altas, o petróleo reverteu completamente esses ganhos ao recuar quase 5% em apenas uma sessão. O resultado estende a tendência de queda que se verifica desde outubro, muito relacionada a receios com a demanda global por petróleo e derivados, mas ontem ganhou forma a partir da ação de traders, com um volume mais forte de vendas em meio a tentativa de diminuir perdas, levando o Brent para o menor patamar desde julho. Essa queda expressiva, e pouco apoiada em fundamentos do mercado físico, permite maiores correções dos preços nos próximos dias, com as referências do óleo bruto já acumulando alta de 1,5% na sexta-feira (17). 


Preocupações com demanda global O petróleo se encaminha para a quarta semana consecutiva de queda, com o Brent recuando 13,6% no último mês. A deterioração das expectativas relacionadas a demanda global contribuiu para reverter a tendência observada em outubro, conforme dados macroeconômicos mais negativos na China e forte aumento dos estoques norte-americanos nos últimos períodos, por exemplo, sinalizam um impacto negativo sobre o consumo dos maiores players globais do óleo bruto. No momento, existem poucos fundamentos altistas que podem oferecer um suporte para as cotações e levar o Brent para os patamares de setembro, especialmente relacionado ao lado da oferta, mas as fortes variações dos futuros do óleo bruto oferecerem espaço para correções dos preços no curto prazo. 

Arábia Saudita aumenta exportações De acordo com os dados divulgados pelo JODI, a Arábia Saudita expandiu as suas exportações de petróleo em cerca de 3% em setembro no comparativo mensal, alcançando 5,8 mbpd. O aumento das vendas externas surpreendeu o mercado, conforme o país manteve uma produção estável ao longo do período e, ao mesmo tempo, aumentou os preços de venda para compradores asiáticos, fatores que sugeriam uma possível perda de marketshare por parte da Arábia Saudita. Além disso, desde março o país não registrava um aumento das exportações, em meio a redução da oferta gerada pela queda das cotas produtivas da OPEP e, mais recentemente, o anúncio de corte voluntário da produção nacional em 1 mbpd. Quando comparado o valor de setembro/23 com setembro/22, a queda das exportações foi próxima a 25%, evidenciando a redução acelerada das vendas do país para compradores estrangeiros.

Exportações de petróleo pela Arábia Saudita (mbpd)

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Fonte: JODI. Elaboração: StoneX.

Refino chinês em queda A China divulgou ontem o volume produzido em suas refinarias em outubro, com número que surpreendeu o mercado. De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, sigla em inglês), a produção ficou em 15,05 mbpd, uma queda mensal de quase 0,43 mbpd, mas que ainda representa um aumento de 9,1% no comparativo com out/22. Parte do resultado reflete uma queda da demanda industrial, considerando que o PMI do setor voltou a operar abaixo de 50 pontos no mês passado. Além disso, uma deterioração das margens de refino e, no caso específico de algumas províncias, o atingimento do limite das cotas de importação para 2023 também influenciaram o desempenho mais fraco no mês de outubro.

Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (17), as cotações operam em alta, com o contrato do Brent para vencimento em janeiro/24 operando em USD 78,54 bbl (+1,45%) até as 09h30. Os futuros encontram suporte em meio a correção de posições do mercado após a forte queda de ontem, motivada especialmente por fatores especulativos. 

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

image 84269

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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