Preocupações com demanda global O petróleo se encaminha para a quarta semana consecutiva de queda, com o Brent recuando 13,6% no último mês. A deterioração das expectativas relacionadas a demanda global contribuiu para reverter a tendência observada em outubro, conforme dados macroeconômicos mais negativos na China e forte aumento dos estoques norte-americanos nos últimos períodos, por exemplo, sinalizam um impacto negativo sobre o consumo dos maiores players globais do óleo bruto. No momento, existem poucos fundamentos altistas que podem oferecer um suporte para as cotações e levar o Brent para os patamares de setembro, especialmente relacionado ao lado da oferta, mas as fortes variações dos futuros do óleo bruto oferecerem espaço para correções dos preços no curto prazo.
Arábia Saudita aumenta exportações De acordo com os dados divulgados pelo JODI, a Arábia Saudita expandiu as suas exportações de petróleo em cerca de 3% em setembro no comparativo mensal, alcançando 5,8 mbpd. O aumento das vendas externas surpreendeu o mercado, conforme o país manteve uma produção estável ao longo do período e, ao mesmo tempo, aumentou os preços de venda para compradores asiáticos, fatores que sugeriam uma possível perda de marketshare por parte da Arábia Saudita. Além disso, desde março o país não registrava um aumento das exportações, em meio a redução da oferta gerada pela queda das cotas produtivas da OPEP e, mais recentemente, o anúncio de corte voluntário da produção nacional em 1 mbpd. Quando comparado o valor de setembro/23 com setembro/22, a queda das exportações foi próxima a 25%, evidenciando a redução acelerada das vendas do país para compradores estrangeiros.
Exportações de petróleo pela Arábia Saudita (mbpd)

Fonte: JODI. Elaboração: StoneX.
Refino chinês em queda A China divulgou ontem o volume produzido em suas refinarias em outubro, com número que surpreendeu o mercado. De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, sigla em inglês), a produção ficou em 15,05 mbpd, uma queda mensal de quase 0,43 mbpd, mas que ainda representa um aumento de 9,1% no comparativo com out/22. Parte do resultado reflete uma queda da demanda industrial, considerando que o PMI do setor voltou a operar abaixo de 50 pontos no mês passado. Além disso, uma deterioração das margens de refino e, no caso específico de algumas províncias, o atingimento do limite das cotas de importação para 2023 também influenciaram o desempenho mais fraco no mês de outubro.
Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (17), as cotações operam em alta, com o contrato do Brent para vencimento em janeiro/24 operando em USD 78,54 bbl (+1,45%) até as 09h30. Os futuros encontram suporte em meio a correção de posições do mercado após a forte queda de ontem, motivada especialmente por fatores especulativos.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.