O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo acumula queda pela quarta semana consecutiva
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam queda de 1%, negociadas a USD 80,61 bbl na última sexta-feira (17) enquanto o WTI ficou em USD 75,89 bbl, registrando uma redução semanal de 1,66%.

Tratou-se de uma semana volátil, com movimentos especulativos contribuindo para levar o petróleo aos menores níveis em quatro meses. Na sexta-feira (17), houve uma forte recuperação baseado em correções das posições dos agentes, mas não impediu que a commodity encerrasse a semana em queda pelo quarto período consecutivo. Em geral, a deterioração das expectativas em relação a demanda seguiu influenciando a precificação dos futuros, mas rumores de que a OPEP pode realizar um novo corte das cotas de produção oferece fôlego para os contratos nessa segunda-feira (20). 


Movimento especulativo Apesar de iniciar a semana em alta, o petróleo reverteu esses ganhos na quinta-feira (16) ao recuar quase 5% em apenas uma sessão. O resultado estendeu a tendência de queda que se verifica desde outubro, muito relacionada a receios com a demanda global por petróleo e derivados, mas ganhou forma a partir da ação de traders, com um volume mais forte de vendas em meio a tentativa de diminuir perdas, levando o Brent para o menor patamar desde julho em um movimento que se reforçou ao longo do dia. Essa queda expressiva, e pouco apoiada em fundamentos do mercado físico, no entanto, permitiu correções dos preços ainda na sexta-feira (17), com o Brent acumulando uma alta intra diária de quase 4,2%.

DOE registra aumento das reservas nos EUA De acordo com o relatório DOE, nas últimas duas semanas, os estoques comerciais de petróleo registraram alta acumulada de 17,5 milhões de barris, totalizando 439,4 milhões de barris. O crescimento expressivo do indicador foi reflexo da manutenção da produção doméstica recorde da commodity, como também uma demanda levemente desaquecida pelas refinarias do país, com o fator de utilização das refinarias se mantendo abaixo das médias históricas dos últimos cinco anos. Os derivados, seguindo caminho contrário ao do petróleo, registraram queda das reservas. Na última quinzena, os estoques comerciais de gasolina caíram 7,8 milhões de barris, enquanto os de diesel marcaram redução acumulada de 4,7 milhões de barris. Em geral, os dados represados do DOE levaram a uma queda dos preços, uma vez que se confirmou o movimento apontado pelo API na semana anterior, sendo o maior aumento semanal das reservas (quase 12 milhões de barris) em quase seis meses. 

Rumores de cortes da OPEP Apesar dos movimentos especulativos na semana passada, o petróleo opera em alta nessa segunda-feira apoiado por rumores de novos cortes produtivos da OPEP. O grupo deve se reunir no próximo final de semana, após o petróleo recuar quase 20% desde o último encontro da OPEP em setembro e se afastar da marca de USD 100 bbl. Alguns membros do grupo sinalizam que essa queda está relacionada a fatores especulativos, e afirmam que o mercado físico estaria aquecido, com o Iraque indicando semana passada que estaria aberto a realizar cortes produtivos. Caso se verifique novas restrições sobre a oferta global que podem ter um impacto sobre o balanço em 2024, os preços do petróleo podem encontrar suporte no curto prazo, aliviando a tendência baixista dos últimos meses.

Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (20), as cotações operam em alta, com o contrato do Brent para vencimento em janeiro/24 operando em USD 81,87 bbl (+1,25%) até as 09h15. Investidores reagem a possíveis cortes produtivos da OPEP a serem definidos na próxima reunião do grupo, além de ainda corrigirem posições após a forte queda da última quinta-feira (16) e precificarem o aumentos das sanções dos EUA sobre o petróleo russo – com o país sancionando empresas marítimas que comercializavam o óleo russo acima do price-cap.
 

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

image 84367

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Artigos relacionados para Energia

Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026

Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

Liderança Inovadora
Liderança Inovadora
  • Energia

Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais
Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.