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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo encerra semana em leve queda
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam queda de 0,6%, negociadas a USD 78,29 bbl na última sexta-feira (12) enquanto o WTI também registrou uma queda semanal mais expressiva de 1,5%, negociado em USD 72,68 bbl.

A semana foi marcada pelas variações dos preços do petróleo, com a ausência de uma tendência de preços levando os futuros a reverterem os movimentos das sessões anteriores. No final da semana, a escalada de tensões no Oriente Médio com o ataque norte-americano em alvos dos Houthis contribuiu para suportar o petróleo, mas preocupações com a demanda global – especialmente com a decisão do Banco Central chinês - limitaram a recuperação dos contratos. Assim, o petróleo inicia essa semana em queda, com investidores mostrando menos receio com os riscos geopolíticos no Mar Vermelho.  


Tensões no Oriente Médio Entre os fatores de suporte para os preços do petróleo, foi observado o acirramento de tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo a região do Mar Vermelho. No início da semana, o sequestro de um tanker pelo Irã já havia trazido preocupações para investidores, mas foi a ofensiva dos Estados Unidos e aliados contra forças Houthis no Iêmen que garantiram uma maior recuperação dos futuros do óleo bruto. Tratou-se da primeira intervenção direta dos EUA e outros países ocidentais na região ligado ao conflito entre Israel e Hamas, uma vez que as lideranças Houthis realizaram tais ataques no Mar Vermelho em apoio à Palestina. O temor era de que esse movimento promovesse uma escalada do conflito, envolvendo também o Irã e o estreito de Ormuz, o que levou o Brent para acima da marca de USD 80 bbl ao longo da sexta-feira (12), mas a tendência perdeu força ao longo da sessão, levando apenas a uma leve alta.  

Preocupações com demanda global Apesar da alta promovida pelos conflitos no Oriente Médio, as preocupações com a demanda global também impactaram o desempenho do Brent ao longo da semana. Em um primeiro momento, a divulgação do relatório de projeções do DOE para 2024 indicou um balanço global apertado, refletindo o primeiro trimestre, o que apoiou os preços da commodity. No entanto, o aumento dos estoques nos Estados Unidos e um mercado físico na Ásia enfraquecido – refletido pela decisão da Saudi Aramco em reduzir os preços para a região - contribuíram para pressionar o Brent ao indicar uma demanda mais desaquecida no início do ano. Assim, esses fatores levaram os futuros a acumularem uma leve queda semanal, com as projeções de consumo de petróleo ainda sendo um importante fator de influência sobre os preços da commodity nessa semana. 

China mantém taxa de juros inalterada Em uma movimentação que surpreendeu o mercado, o banco central chinês manteve inalterada a taxa de mecanismo de empréstimo de médio prazo, em 2,50%, contrariando as expectativas, que apontavam para uma redução em meio ao interesse do governo de estimular a economia. Tal situação trouxe receios acerca dos possíveis impactos futuros dessa decisão para a economia chinesa e, por consequência, para a demanda por petróleo e derivados. Ainda assim, as expectativas que o governo central promova novos pacotes de estímulos econômicos ao longo do ano seguem, em meio a tentativa de iniciar uma recuperação acelerada das atividades industriais.

Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (15), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em março/24 operando em USD 77,64 bbl (-0,84%) até as 09h10. A decisão de manutenção da taxa de juros básica chinesa pressiona as cotações no início da semana, enquanto a continuidade das tensões na região do Mar Vermelho interrompe quedas mais expressivas do petróleo.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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