DOE aponta queda dos estoques de petróleo De acordo com os dados divulgados pelo DOE, as reservas comerciais de petróleo seguiram operando em queda pela quarta semana seguida, alcançando 429,9 milhões de barris, valor levemente abaixo das médias históricas dos últimos cinco anos para o período. Apesar da produção se manter em patamares altos (13,3 mbpd), a demanda doméstica pela commodity segue crescendo (16,6 mbpd), se aproximando das máximas históricas para o período, ao passo que as exportações também se mantêm em patamares elevados (4,39 mbpd), com a média de quatro semanas superando em cerca de 28% o volume observado no início do ano passado.
Em contrapartida, os derivados seguiram caminho contrário, com a gasolina e o diesel registrando altas na ordem de 3,1 e 2,4 milhões de barris, respectivamente. Em relação à gasolina, a expansão reflete uma leve redução da demanda doméstica, que passa a operar abaixo das médias históricas para o período, ao passo que, para o diesel, a variação dos estoques segue respondendo a uma demanda doméstica fragilizada – abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para o período – e uma produção que registrou leve avanço, se aproximando das máximas para o período.
Ataques no Mar Vermelho As ofensivas ocorrendo no Mar Vermelho nos últimos dias voltaram a suportar as cotações do petróleo. Ontem, foi registrado ataques dos Estados Unidos e dos Houthis na região, indicando que a resolução para esse conflito ainda não está próxima – o que afeta por mais tempo do que antecipado os fluxos comerciais globais, considerando que quase 15% do comércio mundial atravessa o canal de Suez. Além disso, outro fator de suporte foi um ataque aéreo no Irã de autoria do Paquistão, em resposta aos bombardeios registrados no país no início da semana. Em geral, observa-se uma escalada de tensões no Oriente Médio que está englobando cada vez mais países, o que aumenta os temores de ocorrer um conflito generalizado na região – afetando diretamente a produção e os fluxos de petróleo.
Tendência de preços pouco definida Nas últimas três semanas, diversos fatores afetaram as cotações dos futuros do petróleo, no entanto, as referências seguem praticamente lateralizadas em meio a ausência de uma tendência sobre o balanço global. Investidores buscam calibrar suas posições, com mercado se mostrando mais sensível e incorporando diversos fundamentos na precificação, mas o intervalo de negociação desde o início do ano para o Brent se manteve entre USD 76 bbl e USD 79 bbl em praticamente todas as sessões, faixa estreita que ainda não foi rompida, dado que uma sessão praticamente reverte os resultados do dia anterior.
Petróleo amanhece em estabilidade Hoje pela manhã (19), a sessão abriu em estabilidade, com o contrato do Brent para vencimento em março/24 operando em USD 79,04 bbl (-0,08%) até as 09h05. Os acontecimentos no Oriente Médio ainda oferecem suporte para o óleo bruto, mas a readequação de expectativas em relação ao ajuste monetário de Bancos Centrais limita os ganhos dos futuros.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.