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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo deve encerrar semana em alta
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (18), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em alta, com o primeiro sendo cotado a USD 79,1 bbl (+1,57%) e a referência norte-americana a USD 74,08 bbl (+2,09%).

Os futuros do petróleo atingiram o maior valor em quase três semanas refletindo o aumento de tensões no Oriente Médio, com ataques no Mar Vermelho e movimentos do Paquistão contra o Irã aprofundando a crise na região. Além disso, foi registrado uma queda maior do que antecipada dos estoques de petróleo nos Estados Unidos, apesar de mais uma forte alta dos derivados. Ademais, com as questões envolvendo o Oriente Médio influenciando os preços, o Brent se encaminha para uma alta semanal, apesar de ainda não ser possível traçar uma tendência de preços mais clara.


DOE aponta queda dos estoques de petróleo De acordo com os dados divulgados pelo DOE, as reservas comerciais de petróleo seguiram operando em queda pela quarta semana seguida, alcançando 429,9 milhões de barris, valor levemente abaixo das médias históricas dos últimos cinco anos para o período. Apesar da produção se manter em patamares altos (13,3 mbpd), a demanda doméstica pela commodity segue crescendo (16,6 mbpd), se aproximando das máximas históricas para o período, ao passo que as exportações também se mantêm em patamares elevados (4,39 mbpd), com a média de quatro semanas superando em cerca de 28% o volume observado no início do ano passado.

Em contrapartida, os derivados seguiram caminho contrário, com a gasolina e o diesel registrando altas na ordem de 3,1 e 2,4 milhões de barris, respectivamente. Em relação à gasolina, a expansão reflete uma leve redução da demanda doméstica, que passa a operar abaixo das médias históricas para o período, ao passo que, para o diesel, a variação dos estoques segue respondendo a uma demanda doméstica fragilizada – abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para o período – e uma produção que registrou leve avanço, se aproximando das máximas para o período.

Ataques no Mar Vermelho As ofensivas ocorrendo no Mar Vermelho nos últimos dias voltaram a suportar as cotações do petróleo. Ontem, foi registrado ataques dos Estados Unidos e dos Houthis na região, indicando que a resolução para esse conflito ainda não está próxima – o que afeta por mais tempo do que antecipado os fluxos comerciais globais, considerando que quase 15% do comércio mundial atravessa o canal de Suez. Além disso, outro fator de suporte foi um ataque aéreo no Irã de autoria do Paquistão, em resposta aos bombardeios registrados no país no início da semana. Em geral, observa-se uma escalada de tensões no Oriente Médio que está englobando cada vez mais países, o que aumenta os temores de ocorrer um conflito generalizado na região – afetando diretamente a produção e os fluxos de petróleo.   

Tendência de preços pouco definida Nas últimas três semanas, diversos fatores afetaram as cotações dos futuros do petróleo, no entanto, as referências seguem praticamente lateralizadas em meio a ausência de uma tendência sobre o balanço global. Investidores buscam calibrar suas posições, com mercado se mostrando mais sensível e incorporando diversos fundamentos na precificação, mas o intervalo de negociação desde o início do ano para o Brent se manteve entre USD 76 bbl e USD 79 bbl em praticamente todas as sessões, faixa estreita que ainda não foi rompida, dado que uma sessão praticamente reverte os resultados do dia anterior.   

Petróleo amanhece em estabilidade Hoje pela manhã (19), a sessão abriu em estabilidade, com o contrato do Brent para vencimento em março/24 operando em USD 79,04 bbl (-0,08%) até as 09h05. Os acontecimentos no Oriente Médio ainda oferecem suporte para o óleo bruto, mas a readequação de expectativas em relação ao ajuste monetário de Bancos Centrais limita os ganhos dos futuros.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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