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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo inicia semana em alta com riscos sobre fornecimento global
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (22), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em alta, com o primeiro sendo cotado a USD 80,06 bbl (+1,91%) e a referência norte-americana a USD 75,19 bbl (+2,42%).

Os futuros do petróleo encontraram suporte nos novos ataques dos Estados Unidos e Reino Unido contra alvos Houthis no Iêmen, com as preocupações envolvendo o Oriente Médio ainda apoiando a alta da commodity. Além disso, ataques ucranianos contra terminais de exportação na Rússia também suportaram o óleo bruto, reforçando os riscos sobre o fornecimento global da commodity. No entanto, preocupações com demanda global em meio desempenho econômico mais fraco de algumas regiões, especialmente a China, seguem limitando uma recuperação mais expressiva dos contratos. 


Exportações russas impactadas Um novo ataque da Ucrânia na planta de Novatek na Rússia ameaça as exportações de petróleo pelo porto de Ust-Luga, com os ucranianos visando a infraestrutura energética russa para explorar vulnerabilidades do país em um novo estágio da guerra no Leste Europeu. Na semana passada, a Rússia já havia anunciado uma interceptação de um drone ucraniano que era direcionado para o porto de São Petersburgo, que não chegou a ocasionar danos. Além dos ataques decorrentes da guerra, outra ameaça para as exportações russas é o clima desfavorável em alguns portos que já se refletem em uma queda dos carregamentos do país de acordo com empresas de rastreamento na última semana (-50 kbpd, em média), situação que pode se agravar nos próximos períodos. Assim, a Rússia enfrenta mais obstáculos para realizar suas exportações de petróleo, além dessa situação agora envolvendo a Ucrânia mostrar como o fornecimento global de commodity está sofrendo pressão em importantes players. 

Vendas parciais de dezembro De acordo com os dados divulgados pela ANP, as vendas de diesel B e gasolina C alcançaram recordes históricos em 2023. No caso do diesel B, o acumulado de 2023 totalizou 65,5 milhões de m³, marcando alta de 3,56% em relação ao observado em 2022. Conforme citado em outros relatórios da StoneX, o bom desempenho dos indicadores econômicos brasileiros e a forte produção de soja e milho na safra 2022/23 foram os principais motivadores do aumento da circulação de veículos pesados no país, permitindo um avanço expressivo da demanda de diesel B ao longo do ano. Em relação a dezembro, as vendas totalizaram 5,35 milhões de m³, marcando alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, em meio a antecipação das compras pelos postos de combustível com a proximidade da reoneração dos impostos federais.

Para a gasolina C, as vendas alcançaram 4,11 milhões de m³ em dezembro, marcando queda de 7,2% frente ao mesmo período do ano passado. O volume menor reflete a perda da competitividade da gasolina frente ao etanol hidratado nas bombas ao longo dos últimos meses, em meio a uma paridade de preços que beneficia a demanda pelo biocombustível em diversos estados do país. Ainda assim, no acumulado de 2023, o indicador atingiu 46 milhões de m³, alta de 6,9% frente ao observado em 202. O bom desempenho das vendas do derivado ao longo do primeiro semestre do ano e a recuperação do consumo de combustíveis leves (Ciclo Otto) no cenário pós-pandemia seguem como principais fatores para a performance evidenciada observada.

Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (23), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em março/24 operando em USD 78,66 bbl (-1,18%) até as 09h10. Perspectivas menos positivas para o consumo global da commodity e a retomada da produção no campo de Sharara na Líbia após três semanas também marcam a queda dessa terça-feira. 

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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