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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo atinge maior valor em oito semanas
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam alta de 6,35%, negociadas a USD 83,55 bbl na última sexta-feira (26) enquanto o WTI também registrou uma alta semanal de 6,27%, negociado em USD 78,01 bbl.

Os futuros do Brent atingiram o maior valor em oito semanas no último período, consolidando uma tendência de alta dos preços após os contratos operarem praticamente lateralizados pela maior parte de janeiro. Diversos fatores contribuíram para esse resultado, do lado macroeconômico se teve notícias mais positivas dos Estados Unidos e China, enquanto o estresse no Mar Vermelho e ataques a refinarias russas também influenciaram a alta dos futuros. Hoje pela manhã, os contratos seguem em alta em meio as tensões geopolíticas no Oriente Médio, envolvendo um ataque a tropas americanas e a um tanker russo.  


Perspectivas macroeconômicas Um fator de atenção no mercado deve ser a reunião do Fed nessa semana, dado que o encontro pode sinalizar se o Banco Central americano deve iniciar o corte de juros no país a partir de março, acompanhando a expectativa dos investidores. Nas últimas semanas, dados sobre a economia norte-americana surpreenderam positivamente, com o PIB do país no quarto trimestre de 2023 mais forte que o antecipado (+3,3% contra expectativa de +2%) e uma inflação menor do que o esperado, além da expectativa de uma desaceleração da geração de empregos no país em janeiro. Em geral, esses dados sinalizam que o “soft landing” defendido pelos formuladores de política monetária pode estar em curso nos Estados Unidos, alimentando a expectativa dos cortes de juros ainda em 2024, apesar do consenso de que o Fed deverá manter o atual nível de juros na reunião essa semana. A depender da leitura do BC, o petróleo pode encontrar novo ponto de suporte ao longo da semana, estendendo o resultado das últimas sessões.  

Tensões no Oriente Médio seguem elevadas Nesse fim de semana, novos ataques promovidos pelo grupo Houthi foram observados na região do Mar Vermelho, atingindo uma embarcação da Trafigura que carregava nafta russa com preços alinhados ao “price cap” definido pelo G7. Somado a isso, foi confirmado pelo exército dos EUA um ataque em território da Jordânia por milícias apoiadas pelo Irã que causou a morte de três norte-americanos, elevando ainda mais as tensões entre o governo iraniano e estadunidense. Hoje (29), o Ministro de Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman, disse que o país sempre se mostrou apto a garantir a segurança energética global, mas que os importadores de petróleo têm que “fazer sua parte” em períodos de crises militares, evidenciando a insatisfação dos sauditas com a continuidade das ofensivas promovidas pelos houthis e outras milícias no Oriente Médio. Todo esse cenário acaba trazendo receios ao mercado sobre a possibilidade dos conflitos se estenderem a países árabes que produzem petróleo, fator que mantém as cotações suportadas no início da semana.

Ataques em refinarias russas Nessa segunda-feira, o governo russo anunciou um ataque em sua refinaria na cidade de Yaroslavl, causando um incidente que que não chegou afetar as operações da unidade. Na semana passada, observou-se diversos ataques de drones ucranianos contra unidades de processamento de petróleo e gás natural na Rússia, com alguns desses bem-sucedidos, apesar de não causarem danos expressivos na estrutura produtiva russa. Trata-se da nova estratégia ucraniana na guerra que já se estende por quase dois anos, buscando afetar pontos de refino e de exportação de energéticos na Rússia, um dos pilares para o financiamento das operações do país. Apesar do menor impacto sobre o mercado físico, esses ataques mostram a vulnerabilidade dos fluxos do petróleo em meio também aos impactos no Mar Vermelho. 

Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (29), a sessão abriu estável, com o contrato do Brent para vencimento em março/24 operando em USD 83,64 bbl (+0,11%) até as 09h10. Apesar do aumento das tensões no Oriente Médio e no Leste Europeu, os receios macroeconômicos gerados por dificuldades apresentadas no mercado imobiliário chinês reduzem os ganhos do petróleo no início da semana.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,712/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,36% na sessão passado, alcançando USD 9,94245/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -5,90%, alcançando USD 2,552 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,23%, próximos a USD 9,965 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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