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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo recua com estoques elevados nos EUA
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quarta-feira (14), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 81,6 bbl (-1,41%) e a referência norte-americana a USD 76,64 bbl (-1,58%).

Após atingir o maior valor nas últimas duas semanas, os futuros do petróleo reverteram parte dos ganhos das últimas sessões, influenciados pela alta maior do que antecipada dos estoques da commodity nos Estados Unidos. Além disso, a atualização das projeções da IEA aponta um crescimento menor da demanda global por petróleo em 2024, enquanto também revisam positivamente as estimativas de oferta. Ademais, hoje pela manhã, os contratos seguem em queda acentuada, influenciados pelos fundamentos da sessão anterior e pela notícia desaceleração econômica de países asiáticos em 2023.


DOE registra alta dos estoques de petróleo De acordo com o DOE, as reservas de petróleo nos Estados Unidos expandiram 12 milhões de barris na semana passada, muito acima das expectativas de um aumento de 3,3 milhões de barris, levando o indicador para 439,4 milhões de barris - próximo das médias sazonais. O resultado segue sendo influenciado pelo menor consumo doméstico (14,5 mbpd) em meio a menor taxa de utilização das refinarias – a qual atingiu os menores níveis desde dezembro/22. Assim, em apenas três semanas, a forte recuperação da produção interna mais que compensou o consumo e as exportações, revertendo a queda dos estoques que se observava desde novembro.

 

Ao contrário do petróleo, os derivados registraram queda das reservas em mais uma semana. Para o diesel, a produção se encontra em novas mínimas sazonais, que não compensou o consumo interno e as exportações – apesar desses indicadores também terem recuado essa semana. O cenário se repete para a gasolina, conforme exportações mais aquecidas e um consumo doméstico próximos à média forçam a deterioração dos estoques.  

IEA revisa estimativas de demanda Outro fator de pressão para os futuros foi a atualização do relatório de perspectivas da IEA, a qual reduziu suas previsões para o crescimento da demanda global de 1,24 para 1,22 mbpd. O valor destoa bastante das estimativas da OPEP, a qual defende um aumento de 2,25 mbpd em 2024. A IEA entende que a desaceleração do crescimento responde a um desempenho mais fraco da economia chinesa, além do fim do impulso gerado pela demanda represada durante a pandemia. No lado da oferta, a agência aumentou suas projeções de crescimento de 1,5 mbpd para 1,7 mbpd no relatório de fevereiro, com a produção global podendo atingir 103,8 mbpd. O movimento reflete o crescimento da produção de países que não pertencem à OPEP+ como Estados Unidos, Brasil e Guiana – estendendo a tendência verificada em 2023. Considerando esse cenário, a IEA estima que o balanço global de 2024 será superavitário, com a formação de estoques se intensificando a partir do segundo trimestre caso os países da OPEP+ não renovem suas metas de cortes voluntários para o restante do ano.

Economias asiáticas enfraquecidas A atualização do crescimento de economias asiáticas no quarto trimestre de 2023 indica um desempenho mais fraco na região que contém grandes importadores de petróleo. O Japão deixou de ser a terceira maior economia do mundo após a atualização do PIB em 2023, com o indicador retraindo 0,1% e significando uma recessão no país. Além do Japão, Singapura também apresentou um crescimento menor do que esperado no ano passado, com o PIB crescendo apenas 1,1%. Em geral, o pior desempenho econômico desses países reflete, em parte, o cenário chinês, com a desaceleração do gigante asiático impactando demais economias na região, além de influenciar a demanda por petróleo em países historicamente importadores da commodity. 

Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (15), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 81,04 bbl (-0,7%) até as 09h15. Mercado reflete as novas estimativas do balanço global pela IEA, além da alta maior que antecipada dos estoques de petróleo nos Estados Unidos.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,609/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,41% na sessão passado, alcançando USD 9,7104/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,49%, alcançando USD 1,633 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,74%, próximos a USD 9,639 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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