DOE registra alta dos estoques de petróleo De acordo com o DOE, as reservas de petróleo nos Estados Unidos expandiram 12 milhões de barris na semana passada, muito acima das expectativas de um aumento de 3,3 milhões de barris, levando o indicador para 439,4 milhões de barris - próximo das médias sazonais. O resultado segue sendo influenciado pelo menor consumo doméstico (14,5 mbpd) em meio a menor taxa de utilização das refinarias – a qual atingiu os menores níveis desde dezembro/22. Assim, em apenas três semanas, a forte recuperação da produção interna mais que compensou o consumo e as exportações, revertendo a queda dos estoques que se observava desde novembro.
Ao contrário do petróleo, os derivados registraram queda das reservas em mais uma semana. Para o diesel, a produção se encontra em novas mínimas sazonais, que não compensou o consumo interno e as exportações – apesar desses indicadores também terem recuado essa semana. O cenário se repete para a gasolina, conforme exportações mais aquecidas e um consumo doméstico próximos à média forçam a deterioração dos estoques.
IEA revisa estimativas de demanda Outro fator de pressão para os futuros foi a atualização do relatório de perspectivas da IEA, a qual reduziu suas previsões para o crescimento da demanda global de 1,24 para 1,22 mbpd. O valor destoa bastante das estimativas da OPEP, a qual defende um aumento de 2,25 mbpd em 2024. A IEA entende que a desaceleração do crescimento responde a um desempenho mais fraco da economia chinesa, além do fim do impulso gerado pela demanda represada durante a pandemia. No lado da oferta, a agência aumentou suas projeções de crescimento de 1,5 mbpd para 1,7 mbpd no relatório de fevereiro, com a produção global podendo atingir 103,8 mbpd. O movimento reflete o crescimento da produção de países que não pertencem à OPEP+ como Estados Unidos, Brasil e Guiana – estendendo a tendência verificada em 2023. Considerando esse cenário, a IEA estima que o balanço global de 2024 será superavitário, com a formação de estoques se intensificando a partir do segundo trimestre caso os países da OPEP+ não renovem suas metas de cortes voluntários para o restante do ano.
Economias asiáticas enfraquecidas A atualização do crescimento de economias asiáticas no quarto trimestre de 2023 indica um desempenho mais fraco na região que contém grandes importadores de petróleo. O Japão deixou de ser a terceira maior economia do mundo após a atualização do PIB em 2023, com o indicador retraindo 0,1% e significando uma recessão no país. Além do Japão, Singapura também apresentou um crescimento menor do que esperado no ano passado, com o PIB crescendo apenas 1,1%. Em geral, o pior desempenho econômico desses países reflete, em parte, o cenário chinês, com a desaceleração do gigante asiático impactando demais economias na região, além de influenciar a demanda por petróleo em países historicamente importadores da commodity.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (15), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 81,04 bbl (-0,7%) até as 09h15. Mercado reflete as novas estimativas do balanço global pela IEA, além da alta maior que antecipada dos estoques de petróleo nos Estados Unidos.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,609/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,41% na sessão passado, alcançando USD 9,7104/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,49%, alcançando USD 1,633 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,74%, próximos a USD 9,639 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.