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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo acumula alta semanal com riscos geopolíticos 
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam alta de 1,56%, negociadas a USD 83,47 bbl na última sexta-feira (16) enquanto o WTI também registrou uma alta semanal de 3,06%, negociado em USD 79,19 bbl.

O petróleo conseguiu estender a tendência da semana anterior, apoiado por riscos geopolíticos no Oriente Médio em meio ao acirramento de tensões em Gaza e conflito com o Hezbollah. Além disso, projeções sobre o balanço global de 2024 apontam um crescimento da demanda que deve levar o indicador para o maior valor da série histórica, o que também suportou as cotações. Ademais, a alta semanal foi limitada por alguns fatores, como o aumento não antecipado das reservas de petróleo nos Estados Unidos, além de fatores macroeconômicos menos positivos. 


Tensões no Oriente Médio No sexta-feira (16), Israel voltou a bombardear cidades na faixa de Gaza, avançando para o sul na cidade de Rafah, indicando que um acordo entre as partes pode demorar para ser concretizado. Além do aumento das tensões causado pelo avanço da ofensiva israelense, mercado também observou a situação no Líbano, com ataques de Israel contra o Hezbollah podendo envolver mais um grupo no conflito que se estende desde out/23. A situação envolvendo esses grupos também impacta a ofensiva dos Houthis no Mar Vermelho, com o grupo assumindo a autoria de um ataque a um navio que atravessava o Golfo de Aden nessa segunda-feira, com risco de afundamento. Apesar desses riscos geopolíticos e o impacto sobre os fluxos globais, ainda não se observou uma disrupção do fornecimento e produção de petróleo, o que torna esses fundamentos mais frágeis para influenciar os preços da commodity, contribuindo para a maior volatilidade do mercado.

Projeções sobre balanço global A atualização de relatórios de projeção do balanço global de petróleo da OPEP e IEA apresentou um resultado misto na semana passada. O relatório de estimativas da OPEP mostra uma visão mais otimista do grupo em relação a demanda global em 2024, com as projeções apontando um crescimento do consumo em 2,25 mbpd. As projeções, no entanto, destoam das estimativas da IEA - a qual espera um aumento mais tímido do consumo global em 1,22 mbpd. A IEA entende que a desaceleração do crescimento responde a um desempenho mais fraco da economia chinesa, além do fim do impulso gerado pela demanda represada durante a pandemia. No lado da oferta, a agência aumentou suas projeções de crescimento de 1,5 mbpd para 1,7 mbpd no relatório de fevereiro, o que, nesse cenário, representa um balanço global superavitário com expectativa de formação de estoques especialmente a partir do 2T2024.

Aumento das reservas nos Estados Unidos Na semana passada, o DOE registrou um crescimento de 12 milhões de barris das reservas de petróleo nos Estados Unidos, volume muito acima das expectativas de um aumento de 3,3 milhões de barris. O resultado foi influenciado pelo menor consumo doméstico (14,5 mbpd) em meio a queda da taxa de utilização das refinarias – a qual atingiu os menores níveis desde dezembro/22. Assim, em apenas três semanas, a forte recuperação da produção interna mais que compensou o consumo e as exportações, revertendo a queda dos estoques que se observava desde novembro. Esse resultado acima do esperado acabou limitando a escalada dos preços do petróleo na semana passada, apesar de apoiar a recuperação dos combustíveis em meio a queda dos estoques de diesel e gasolina.

Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (19), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 82,89 bbl (-0,71%) até as 08h30. Em um dia de menor liquidez devido ao feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, mercado reflete a decisão do Banco Central chinês em manter sua taxa de juros inalterada, o que deve impactar a recuperação do país em meio a dificuldade de estimular a atividade econômica nos últimos meses.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,609/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,74% na sessão passado, alcançando USD 9,93293/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -3,36%, alcançando USD 1,555 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,01%, próximos a USD 9,833 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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