Tensões no Oriente Médio No sexta-feira (16), Israel voltou a bombardear cidades na faixa de Gaza, avançando para o sul na cidade de Rafah, indicando que um acordo entre as partes pode demorar para ser concretizado. Além do aumento das tensões causado pelo avanço da ofensiva israelense, mercado também observou a situação no Líbano, com ataques de Israel contra o Hezbollah podendo envolver mais um grupo no conflito que se estende desde out/23. A situação envolvendo esses grupos também impacta a ofensiva dos Houthis no Mar Vermelho, com o grupo assumindo a autoria de um ataque a um navio que atravessava o Golfo de Aden nessa segunda-feira, com risco de afundamento. Apesar desses riscos geopolíticos e o impacto sobre os fluxos globais, ainda não se observou uma disrupção do fornecimento e produção de petróleo, o que torna esses fundamentos mais frágeis para influenciar os preços da commodity, contribuindo para a maior volatilidade do mercado.
Projeções sobre balanço global A atualização de relatórios de projeção do balanço global de petróleo da OPEP e IEA apresentou um resultado misto na semana passada. O relatório de estimativas da OPEP mostra uma visão mais otimista do grupo em relação a demanda global em 2024, com as projeções apontando um crescimento do consumo em 2,25 mbpd. As projeções, no entanto, destoam das estimativas da IEA - a qual espera um aumento mais tímido do consumo global em 1,22 mbpd. A IEA entende que a desaceleração do crescimento responde a um desempenho mais fraco da economia chinesa, além do fim do impulso gerado pela demanda represada durante a pandemia. No lado da oferta, a agência aumentou suas projeções de crescimento de 1,5 mbpd para 1,7 mbpd no relatório de fevereiro, o que, nesse cenário, representa um balanço global superavitário com expectativa de formação de estoques especialmente a partir do 2T2024.
Aumento das reservas nos Estados Unidos Na semana passada, o DOE registrou um crescimento de 12 milhões de barris das reservas de petróleo nos Estados Unidos, volume muito acima das expectativas de um aumento de 3,3 milhões de barris. O resultado foi influenciado pelo menor consumo doméstico (14,5 mbpd) em meio a queda da taxa de utilização das refinarias – a qual atingiu os menores níveis desde dezembro/22. Assim, em apenas três semanas, a forte recuperação da produção interna mais que compensou o consumo e as exportações, revertendo a queda dos estoques que se observava desde novembro. Esse resultado acima do esperado acabou limitando a escalada dos preços do petróleo na semana passada, apesar de apoiar a recuperação dos combustíveis em meio a queda dos estoques de diesel e gasolina.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (19), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 82,89 bbl (-0,71%) até as 08h30. Em um dia de menor liquidez devido ao feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, mercado reflete a decisão do Banco Central chinês em manter sua taxa de juros inalterada, o que deve impactar a recuperação do país em meio a dificuldade de estimular a atividade econômica nos últimos meses.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,609/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,74% na sessão passado, alcançando USD 9,93293/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -3,36%, alcançando USD 1,555 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,01%, próximos a USD 9,833 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.