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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo em queda com receios sobre demanda
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

 

Na última terça-feira (20), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 82,34 bbl (-1,46%) e a referência norte-americana a USD 78,18 bbl (-1,28%).

Os futuros se afastaram das máximas das últimas três semanas, influenciado pela realização de lucros de investidores, como também por alguns fatores baixistas que ainda impactam o sentimento dos agentes. Dentre eles, destaca-se as expectativas para o corte de juros nos Estados Unidos, com uma pesquisa entre economistas apontando para início do processo em junho, além de perspectivas menos positivas para a demanda global em 2024. Hoje pela manhã, os futuros estendem esse movimento em meio ao menor apetite por risco, que vem pressionando outros ativos arriscados nessa quarta-feira (21).   


Corte de juros pelo Fed Nas últimas semanas, dados de diferentes segmentos da economia norte-americana tem impactado as perspectivas sobre a política monetária do Fed. Em sua última reunião, membros do Banco Central afirmaram que era necessário mais tempo e maior confiança na tendência de desaceleração da inflação, que estivesse convergindo com a meta de 2% a.a estabelecida pela instituição antes de realizar o corte de juros. No entanto, dados como o PMI, payroll e CPI vieram acima do esperado, o que reforça que essa reversão da política monetária pode demorar um tempo maior que o esperado para ocorrer. Assim, enquanto no início de fevereiro as apostas apontavam um corte ainda em março, hoje (21), já se considera que isso aconteça apenas em junho. Dessa forma, mercado também repercute os impactos que esse período prolongado de juros altos pode ter sobre a atividade econômica e a demanda por petróleo.    

Queda da taxa de refino na Rússia De acordo com o ministro de energia da Rússia, Nikolai Shulginov, a taxa de processamento de petróleo no país recuou 7% desde janeiro. O ministro destacou que as previsões do governo seguem de que o refino fique em 275 milhões de toneladas ao longo de 2024, além de reforçar que esse movimento no início do ano também reflete os compromissos assumidos pela Rússia junto a OPEP+. No final do ano passado, a Rússia estendeu seus cortes voluntários das exportações de petróleo e derivados para o primeiro trimestre de 2024, em 300 kbpd e 200 kbpd, respectivamente. Além dos impactos da redução das exportações por acordos, os ataques ucranianos a refinarias no início do ano também contribuíram, mesmo que de maneira marginal, para o pior desempenho no início do ano. 

Mudança na regulação da gasolina nos EUA O governo dos Estado Unidos deve aprovar um pedido de um grupo de governadores do Meio-Oeste do país para permitir vendas de gasolina com misturas mais elevadas de etanol durante todo o ano a partir de 2025. Atualmente, o país restringe as vendas de E15 (gasolina com 15% de etanol) nos meses de verão por conta de questões ambientais envolvendo a poluição atmosférica, dado que é a época de maior demanda por gasolina. A medida deve impactar o consumo do derivado fóssil no país nos próximos anos, que já estava em declínio devido ao aumento dos carros elétricos e deve encontrar novo ponto de pressão.  

Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (21), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 81,95 bbl (-0,47%) até as 09h20. O mercado assume viés baixista influenciado pelas perspectivas de desaceleração da demanda global, com o relatório da IEA ainda afetando o sentimento dos agentes.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,11% na sessão passado, alcançando USD 9,94364/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 8,38%, alcançando USD 1,708 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,44%, próximos a USD 9,756 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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