Corte de juros pelo Fed Nas últimas semanas, dados de diferentes segmentos da economia norte-americana tem impactado as perspectivas sobre a política monetária do Fed. Em sua última reunião, membros do Banco Central afirmaram que era necessário mais tempo e maior confiança na tendência de desaceleração da inflação, que estivesse convergindo com a meta de 2% a.a estabelecida pela instituição antes de realizar o corte de juros. No entanto, dados como o PMI, payroll e CPI vieram acima do esperado, o que reforça que essa reversão da política monetária pode demorar um tempo maior que o esperado para ocorrer. Assim, enquanto no início de fevereiro as apostas apontavam um corte ainda em março, hoje (21), já se considera que isso aconteça apenas em junho. Dessa forma, mercado também repercute os impactos que esse período prolongado de juros altos pode ter sobre a atividade econômica e a demanda por petróleo.
Queda da taxa de refino na Rússia De acordo com o ministro de energia da Rússia, Nikolai Shulginov, a taxa de processamento de petróleo no país recuou 7% desde janeiro. O ministro destacou que as previsões do governo seguem de que o refino fique em 275 milhões de toneladas ao longo de 2024, além de reforçar que esse movimento no início do ano também reflete os compromissos assumidos pela Rússia junto a OPEP+. No final do ano passado, a Rússia estendeu seus cortes voluntários das exportações de petróleo e derivados para o primeiro trimestre de 2024, em 300 kbpd e 200 kbpd, respectivamente. Além dos impactos da redução das exportações por acordos, os ataques ucranianos a refinarias no início do ano também contribuíram, mesmo que de maneira marginal, para o pior desempenho no início do ano.
Mudança na regulação da gasolina nos EUA O governo dos Estado Unidos deve aprovar um pedido de um grupo de governadores do Meio-Oeste do país para permitir vendas de gasolina com misturas mais elevadas de etanol durante todo o ano a partir de 2025. Atualmente, o país restringe as vendas de E15 (gasolina com 15% de etanol) nos meses de verão por conta de questões ambientais envolvendo a poluição atmosférica, dado que é a época de maior demanda por gasolina. A medida deve impactar o consumo do derivado fóssil no país nos próximos anos, que já estava em declínio devido ao aumento dos carros elétricos e deve encontrar novo ponto de pressão.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (21), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 81,95 bbl (-0,47%) até as 09h20. O mercado assume viés baixista influenciado pelas perspectivas de desaceleração da demanda global, com o relatório da IEA ainda afetando o sentimento dos agentes.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,11% na sessão passado, alcançando USD 9,94364/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 8,38%, alcançando USD 1,708 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,44%, próximos a USD 9,756 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.