Tensões no Mar Vermelho aumentam Ao longo de ontem, o grupo houthi assumiu diversos ataques a alvos, incluindo duas embarcações de origem norte-americana e britânica, como também um porto israelense, localizado no sul do país. Além das ofensivas, o grupo também confirmou a adição de armas submarinas no seu arsenal, trazendo aos agentes do mercado perspectivas de prolongamento dos ataques na região, fator que deve seguir afetando o fluxo de navios pelo estreito Bab el-Mandeb. De acordo com os dados divulgados pelo PortWatch, a média móvel dos últimos 7 dias de navios que passaram pelo estreito foi de 31 unidades, valor 51,7% menor do que o observado no mesmo período do ano passado. O indicador de navios tanqueiros é ainda pior, alcançando 10 unidades – valor 54,5% abaixo do ano anterior –, fator que gera receios de que a continuidade da situação permita um maior atraso das entregas de petróleo e derivados para algumas regiões.
Estoques de petróleo seguem em alta Pela quarta semana seguida, o DOE registrou expansão dos estoques comerciais de petróleo nos EUA, que começa a se aproximar das médias históricas dos últimos cinco anos. A alta reflete um cenário conjunto de forte produção – se mantendo em patamares recordes (13,20 mbpd) – e uma demanda fragilizada (14,57 mbpd), permitindo inclusive um aumento expressivo das exportações da commodity, que operam nas máximas históricas para o período (4,96 mbpd). O fraco consumo de petróleo se reflete no FUT das refinarias, que se manteve em 80,6%, número abaixo do usual para a época, evidenciando as dificuldades dos centros de processamento de recuperarem parte da produção após a passagem das ondas de frio em algumas regiões nos EUA, em meados de janeiro.
Em relação aos combustíveis, o DOE registrou queda das reservas de diesel e de gasolina, na ordem de 4 milhões e 293 mil barris, respectivamente. Em relação ao diesel, a redução reflete a forte baixa produtiva e uma recuperação lenta da demanda doméstica – permitindo que as reservas do derivado se aproximassem das mínimas históricas dos últimos cinco anos para o período – ao passo que a diminuição dos estoques de gasolina reflete um aumento expressivo das exportações e uma demanda estável do produto, com a produção iniciando uma tendência de queda. Apesar da alta dos estoques de petróleo, o avanço das exportações da commodity e a deterioração dos estoques de diesel no país acabaram entregando suporte às cotações do óleo bruto.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (23), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 82,78 bbl (-1,06%) até as 08h40. As falas recentes de autoridades do FED com um tom mais cauteloso sobre mudanças na taxa de juros e o possível envio de diplomatas israelenses para negociação de um cessar fogo na França contribuem para a baixa observada no início da sessão.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,732/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,77% na sessão passado, alcançando USD 9,95673/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -5,37%, alcançando USD 1,639 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,22%, próximos a USD 9,835 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.