Decisão da OPEP em foco Um dos fatores de suporte para o petróleo ontem foram rumores de que a OPEP+ irá estender seus cortes voluntários para o segundo trimestre, podendo manter as restrições até o final do ano. O último corte voluntário foi definido em novembro, com potencial de reduzir em até 0,7 mbpd a produção do grupo em relação aos níveis de 2023 – 2,2 mbpd, considerando a extensão dos cortes da Arábia Saudita e Rússia que ocorrem desde jun/23. Em geral, a medida pressiona o balanço de petróleo, e contribuiu para suportar os preços na época que fora anunciada. Ademais, a extensão desse corte pode levar a um déficit global em 2024, conforme se observa uma recuperação sazonal da demanda após o primeiro trimestre. Dessa forma, as referências reagiram aos rumores e encerraram o dia em alta, mas este acaba sendo um fundamento mais fraco por se tratar de especulações, por hora, com os contratos podendo reverter esse movimento.
Arábia Saudita deve reduzir preços para a Ásia De acordo com alguns compradores asiáticos, as expectativas seguem de mais um corte nos preços oficiais de vendas do petróleo pela Saudi Aramco para a Ásia, com entrega em abril. Apesar disso, as perspectivas são de que a queda dos preços seja menor do que o esperado pelo terceiro mês seguido, evidenciando certa insatisfação dos compradores para com as precificações definidas pela petrolífera saudita. A notícia ocorre em paralelo aos rumores sobre a extensão dos cortes voluntários da OPEP para além do primeiro trimestre, fator que incentivaria uma redução menos acelerada das precificações do produto saudita no curto prazo.
API aponta aumento dos estoques O API apontou um aumento dos estoques de petróleo nos Estados Unidos na semana passada, em 8,4 milhões de barris. Apesar de terem destoado mais em relação aos dados do DOE nas últimas semanas, os registros do instituto continuam influenciando o mercado, com a forte formação das reservas contribuindo para pressionar os preços no início dessa quarta-feira. O resultado parece refletir o cenário de semanas anteriores, conforme a forte produção doméstica encontra um mercado interno menos aquecido, especialmente em meio a queda da taxa de utilização de refinarias, que reduziram novamente em 0,3% na última semana, de acordo com o API. Ademais, investidores aguardam a divulgação oficial do DOE para se ter uma avaliação mais ampla sobre o que ocorre no país.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (28), a sessão abriu em leve queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 82,93 bbl (-0,86%) até as 09h20. A expansão dos estoques de petróleo nos EUA e as perspectivas menos otimistas sobre alguns dados de inflação nos EUA pressionam as cotações do óleo bruto no início do dia.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,615/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,36% na sessão passado, alcançando USD 9,95435/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 11,27%, alcançando USD 1,797 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,02%, próximos a USD 9,853 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.