Estoques de petróleo seguem avançando nos EUA De acordo com os dados do DOE, os estoques comerciais de petróleo dos EUA avançaram 1,74 milhão de barris, valor acima das expectativas do mercado, mas significativamente abaixo do registrado pelo API para o período. Em termos sazonais, a construção das reservas também se mostrou mais lento frente a anos anteriores, refletindo um cenário de avanço da demanda, tanto por parte das refinarias domésticas, como pelo mercado externo, com as exportações alcançando as máximas anuais. Na ponta da oferta, apesar de uma produção que se mantém em patamares recordes, é observado um volume internalizado significativamente menor, que alcançou o pior resultado semanal de 2025. Outro ponto que pressiona as reservas comerciais se dá na retomada das compras do DOE na semana passada para recomposição das reservas estratégicas (SPR, sigla em inglês), que somaram 275 mil barris no último relatório. Dessa forma, os níveis dos estoques comerciais seguem depreciados, ficando 1,8% abaixo do observado em 2024 e 3,8% menor do que a média dos últimos cinco anos.
Na frente dos derivados, tanto os estoques de gasolina como os de diesel operaram em queda, na ordem de 527 mil e 2,8 milhões de barris. Em relação à gasolina, a manutenção de uma oferta fortalecida pelos centros de processamento e uma redução da demanda doméstica garantiu um balanço menos apertado para o derivado fóssil, de modo que, apesar da diminuição, as reservas se mantiveram em patamares bem elevados para meados de março. Já o caso do diesel, uma recuperação da demanda doméstica e das exportações do energético influenciaram em quedas mais expressivas dos estoques, com a produção do derivado fóssil seguindo em baixa conforme o crack-spread em baixa do diesel acaba desincentivando a busca por uma oferta maior do produto.
Tensões se intensificam no Oriente Médio Após os ataques com mísseis em diversas regiões de Gaza, as autoridades israelenses confirmaram o início de operações militares terrestres, passando a controlar o corredor de Netzarim, dividindo o território palestino. Paralelo a isso, o governo norte-americano seguiu culpabilizando o Hamas pelo fim do acordo de cessar-fogo, além de prometer respostas contra o Irã caso o grupo iemenita Houthi continue os ataques a embarcações no Mar Vermelho. A situação acabou por ampliar os receios em relação à uma escalada da guerra no Oriente Médio para importantes países produtores de petróleo, que se concentram próximo aos conflitos, o que comprometeria parte da infraestrutura produtiva e logística da commodity, tornando o mercado mais apertado.
Enquanto isso, no Leste Europeu, apesar do possível acordo temporário para a suspensão dos ataques nos próximos 30 dias, autoridades russas e ucranianas afirmaram que as ofensivas seguem ocorrendo em ambos os países, com Kiev confirmando a autoria sobre um ataque contra uma base de bombardeiros russos na manhã de hoje. O avanço dos conflitos no Oriente Médio e Leste Europeu segue sustentando as cotações do óleo bruto, em meio às incertezas em relação à estabilidade dos fluxos da commodity no curto prazo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,247/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,31% na sessão passado, alcançando USD 8,42282/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,95%, alcançando USD 4,164 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,07%, próximos a USD 8,429 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.