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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

EUA anuncia medidas que devem reduzir fluxos venezuelanos de petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (24), o contrato mais ativo do Brent encerrou a sessão em alta, sendo negociado a USD 73,00 bbl (+1,16%). O WTI seguiu a mesma trajetória, sendo negociado a USD 69,11 bbl (+1,22%).

Os futuros do petróleo foram suportados pelo anúncio do presidente norte-americano sobre taxar mercadorias de países que compram petróleo comercializado pela Venezuela, gerando receios sobre uma redução dos fluxos da commodity pelos produtores venezuelanos.

Hoje pela manhã (25), o contrato do Brent para vencimento em maio/25 é negociado em torno de USD 73,46 bbl (+0,6%) até as 09h00. Os preços do petróleo seguem positivamente influenciados pelos receios sobre uma diminuição das exportações da commodity pela Venezuela a partir de abril. Em contrapartida, a possibilidade de manutenção da redução dos cortes voluntários da OPEP+ para maio contribui para a diminuição dos ganhos observados nesse início de sessão.


EUA anuncia novas medidas tarifárias Na manhã de ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para taxar em 25% as mercadorias de países que compra petróleo e gás natural providos pela Venezuela. A medida tem como objetivo impactar as receitas petrolíferas do país sul-americano, que produz mais de 900 kbpd, segundo dados da OPEP+. Dentre os principais compradores de petróleo venezuelano, os países asiáticos se destacam, com China e Índia podendo ser os mais impactados pelo anúncio. Ainda assim, vale destacar que, de acordo com os dados do DOE, o próprio EUA importa cerca de 200 a 300 kbpd da Venezuela, em meio a participação da Chevron em alguns campos de extração do país, sendo responsável por cerca de 20% da oferta total. No que tange a Chevron, os EUA confirmaram que vão estender o período necessário para fechamento das operações da empresa na Venezuela, que inicialmente seria de 30 dias a partir do início de março, e que agora deve ocorrer até o final de maio. As tentativas dos EUA de reduzir os fluxos venezuelanos acaba por suportar os preços do óleo bruto, em meio aos receios de disrupções regionais de oferta da commodity no médio prazo.

OPEP+ deve manter redução dos cortes para maio De acordo com algumas fontes internas da OPEP+, o grupo deve manter a redução dos cortes voluntários para maio, sendo o segundo mês consecutivo de retomada da produção. Caso consolidado, o retorno somaria cerca de 135 kbpd, aliviando parte das perdas observadas por alguns produtores secundários e contribuindo para um balanço menos apertado da commodity. Ainda assim, as incertezas sobre uma movimentação desse tipo seguem rondando o mercado, conforme há um entendimento de que o grupo deve aguardar a evolução dos preços do petróleo ao longo das próximas semanas para determinar o trajeto da política produtiva adotada. Atualmente, cerca de 5,8 mbpd da capacidade produtiva da OPEP+ segue ociosa, volume que deve ser reduzido a partir de abril, quando a primeira redução dos cortes se inicia. Diante disso, os agentes especulativos devem seguir monitorando as discussões dos membros do grupo acerca dos cortes voluntários e obrigatórios, fator que deve permitir uma maior volatilidade das cotações nas próximas sessões.

TABELA DE COTAÇÕES - FECHAMENTO DO DIA ANTERIOR

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
 

  • Energia

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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