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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo volta a cair em meio aos receios relacionados à guerra comercial sino-americana
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Ontem (09), o contrato mais ativo do Brent seguiu em alta, sendo negociado a USD 65,48 bbl (+4,23%). O WTI seguiu a mesma trajetória, sendo negociado a USD 62,35 bbl (+4,65%).

Os futuros do petróleo abriram a sessão passada com quedas expressivas, estendendo a tendência de baixa em meio ao anúncio do governo chinês de ampliação das tarifas contra produtos norte-americanos, chegando a atingir as mínimas desde fevereiro/21. Ao longo do dia, no entanto, foi observado uma reversão da movimentação dos preços, em meio à suspensão das tarifas americanas por 90 dias aos países que não promoveram retaliações às taxações.

Hoje pela manhã (10), o contrato do Brent para vencimento em junho/25 é negociado em torno de USD 63,89 bbl (-2,46%) até as 08h05. Os preços do petróleo voltam a ceder em meio aos receios sobre uma escalada dos conflitos comerciais entre China e EUA, com o aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos chineses anunciado ontem pesando sobre os futuros da commodity.


EUA suspende tarifas maiores do que o piso Na madrugada de ontem, o governo central da China anunciou uma ampliação das tarifas sobre produtos norte-americanos, de 54% para 84%, com vigência a partir de hoje. Conforme explicado no Diário de Petróleo de ontem, “o movimento impacta fortemente o petróleo devido o peso da demanda desses dois países sobre o mercado, com China e Estados Unidos representando mais de um terço do consumo global da commodity. Além dos impactos mais diretos sobre o consumo desses dois players, uma desaceleração econômica e do comércio a nível global – dado que os países também são as maiores economias do mundo - tende a influenciar o consumo de petróleo em diversas regiões.” No caso, ao longo da manhã da sessão passada, a referência chegou a operar abaixo dos USD 60 bbl pela primeira vez desde fevereiro/21.

Ao longo da tarde de ontem, no entanto, os preços do petróleo voltaram a operar em território positivo, com a confirmação da Administração Trump de uma suspensão das tarifas acima do piso, de 10%, contra países que não retaliaram a medida protecionista adotada pelos EUA gerando forte suporte aos futuros da commodity. No geral, a menor restrição comercial serviu para aliviar os receios de uma desaceleração da economia global, com os investidores voltando a apostar em uma demanda maior por petróleo. Vale destacar que, mesmo com o anúncio de uma ampliação das tarifas sobre produtos chineses para 125%, o mercado seguiu em alta, recuperando parte das expressivas perdas registradas desde a semana passada.

DOE registra queda dos estoques de diesel e gasolina De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo cresceram 2,55 milhões de barris, valor em linha com o estimado pelo mercado. O avanço, no entanto, segue menor frente a sazonalidade imposta para o período, conforme a demanda pela commodity se mantem em patamares elevados, com o fator de utilização das refinarias aumentando 0,7 p.p, se posicionando em 86,7%. Ao mesmo tempo, a produção mostrou um leve recuo, de 122 kbpd, influenciando no crescimento menor das reservas. 

Enquanto isso, os estoques de diesel e gasolina operaram em baixa, na ordem de 3,54 milhões e 1,6 milhão de barris. No caso do diesel, a movimentação das reservas reflete um forte avanço da demanda doméstica (+327 kbpd) e das importações (+119 kbpd), ao passo que as importações do combustível e uma redução das seguiram em queda (-80 kbpd), com o indicador se posicionando nas mínimas dos últimos cinco anos. Já para a gasolina, a diminuição é reflexo da queda da oferta pelas refinarias (-338 kbpd), mesmo em um cenário de demanda doméstica e exportações menos aquecidas.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,816/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 4,23% na sessão passado, alcançando USD 7,79212/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,86%, alcançando USD 3,707 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -2,37%, próximos a USD 7,608 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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