EUA suspende tarifas maiores do que o piso Na madrugada de ontem, o governo central da China anunciou uma ampliação das tarifas sobre produtos norte-americanos, de 54% para 84%, com vigência a partir de hoje. Conforme explicado no Diário de Petróleo de ontem, “o movimento impacta fortemente o petróleo devido o peso da demanda desses dois países sobre o mercado, com China e Estados Unidos representando mais de um terço do consumo global da commodity. Além dos impactos mais diretos sobre o consumo desses dois players, uma desaceleração econômica e do comércio a nível global – dado que os países também são as maiores economias do mundo - tende a influenciar o consumo de petróleo em diversas regiões.” No caso, ao longo da manhã da sessão passada, a referência chegou a operar abaixo dos USD 60 bbl pela primeira vez desde fevereiro/21.
Ao longo da tarde de ontem, no entanto, os preços do petróleo voltaram a operar em território positivo, com a confirmação da Administração Trump de uma suspensão das tarifas acima do piso, de 10%, contra países que não retaliaram a medida protecionista adotada pelos EUA gerando forte suporte aos futuros da commodity. No geral, a menor restrição comercial serviu para aliviar os receios de uma desaceleração da economia global, com os investidores voltando a apostar em uma demanda maior por petróleo. Vale destacar que, mesmo com o anúncio de uma ampliação das tarifas sobre produtos chineses para 125%, o mercado seguiu em alta, recuperando parte das expressivas perdas registradas desde a semana passada.
DOE registra queda dos estoques de diesel e gasolina De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo cresceram 2,55 milhões de barris, valor em linha com o estimado pelo mercado. O avanço, no entanto, segue menor frente a sazonalidade imposta para o período, conforme a demanda pela commodity se mantem em patamares elevados, com o fator de utilização das refinarias aumentando 0,7 p.p, se posicionando em 86,7%. Ao mesmo tempo, a produção mostrou um leve recuo, de 122 kbpd, influenciando no crescimento menor das reservas.
Enquanto isso, os estoques de diesel e gasolina operaram em baixa, na ordem de 3,54 milhões e 1,6 milhão de barris. No caso do diesel, a movimentação das reservas reflete um forte avanço da demanda doméstica (+327 kbpd) e das importações (+119 kbpd), ao passo que as importações do combustível e uma redução das seguiram em queda (-80 kbpd), com o indicador se posicionando nas mínimas dos últimos cinco anos. Já para a gasolina, a diminuição é reflexo da queda da oferta pelas refinarias (-338 kbpd), mesmo em um cenário de demanda doméstica e exportações menos aquecidas.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,816/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 4,23% na sessão passado, alcançando USD 7,79212/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,86%, alcançando USD 3,707 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -2,37%, próximos a USD 7,608 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.