Estoques de derivados caem nos EUA De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo registraram uma leve alta, de 244 mil barris, seguindo caminho contrário às expectativas do mercado (800 mil) e ao aponto pelo API no dia anterior (4,56 milhões de barris). Apesar da manutenção de uma demanda aquecida pela commodity – com o fator de utilização subindo 1,8 p.p. no comparativo semanal e posicionando-se em 88,1% –, a manutenção de uma oferta aquecida, próxima aos 13,5 mbpd, contribuiu para reduzir os impactos do aumento do consumo pelas refinarias americanas, permitindo que as reservas ficassem em patamares estáveis. Vale destacar, no entanto, que o período é sazonalmente marcado por um aumento mais acelerado dos estoques ao longo dos últimos anos, conforme os centros de processamento se preparam para o início da driving season, sendo um fator que gera preocupação em relação à uma deterioração mais acelerada das reservas nos próximos meses.
Em relação ao diesel e a gasolina, os estoques operaram com quedas expressivas, na ordem de 2,53 e 4,48 milhões de barris. No caso do diesel, a manutenção de uma demanda bem aquecida, acima da sazonalidade imposta para o período, e uma produção fragilizada, auxilia na redução contínua das reservas do combustível, que operam em baixa pela oitava semana seguida. Em relação à gasolina, foi observado um salto no consumo do derivado fóssil, alcançando o maior valor semanal desde outubro/24, influenciando diretamente na diminuição dos estoques. Ao mesmo tempo, a produção de gasolina pelas refinarias também cresceu, alcançando o maior valor desde novembro/24, evidenciando que os centros de processamento já começam a elevar a oferta do combustível no período prévio ao aumento sazonal das viagens familiares nos EUA.
China e EUA negociam possível redução das tarifas Entre ontem e hoje pela manhã, o mercado vem mostrando um maior otimismo acerca da possível redução das tarifas norte-americanas sobre produtos chineses. Conforme evidenciado no Fechamento de Câmbio da StoneX ontem:
“Em coletiva de imprensa, Trump afirmou não ter a intenção de demitir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, esclarecendo que estaria apenas “suavemente sugerindo uma ou duas reduções na taxa de juros”. O presidente norte-americano também indicou que as tarifas atualmente impostas sobre produtos chineses — classificadas como excessivamente elevadas — seriam “substancialmente” reduzidas em breve.”
Hoje pela manhã, o governo chinês ampliou as pressões para que as taxações aplicadas pelos EUA sejam suspensas, com o Ministério de Comércio da China negando uma negociação com condicionantes entre os dois países para o fim das tarifas. De acordo com algumas fontes, a Administração Trump estuda reduzir as taxações do nível atual, de 145%, para um percentual entre 50% e 65%, o que gerou uma melhora no sentimento dos investidores acerca da economia global, afetando positivamente os preços do petróleo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,022/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,96% na sessão passado, alcançando USD 7,86828/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,52%, alcançando USD 2,976 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,98%, próximos a USD 7,946 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.