OPEP decide aumentar novamente a produção Após adiantar o encontro que era planejado nessa segunda-feira (05) para o final de semana, oito países do grupo que estão submetidos a cotas voluntárias concordaram em acelerar a produção em junho em 411 kbpd – volume acima do planejado inicialmente. Trata-se de mais uma flexibilização produtiva, com esses países já concordando com um aumento de 411 kbpd em maio. Dessa maneira, apenas no segundo trimestre, a OPEP+ deve ampliar a oferta para o mercado em quase 900 kbpd. Mas vale destacar que os planos compensatórios definidos por países que não cumpriram suas cotas produtivas somam quase 431 kbpd em junho, o que pode compensar a oferta adicional anunciada caso ele seja integralmente cumprido – o que não vem ocorrendo até o momento.
Analistas entendem que esse movimento de acelerar o fim dos cortes voluntários – que somam 2,2 mbpd e deve se estender até setembro/26 – reflete a insatisfação de alguns países do grupo com membros que não respeitavam as restrições produtivas. Para além das desavenças internas, a flexibilização das cotas contribui para pressionar os contratos do petróleo, com parte do mercado entendendo que a estratégia de alguns países seria reconquistar o market-share após a restrição de oferta nos últimos anos (cujo objetivo era manter patamares de preços mais elevados). Vale destacar também que essa movimentação da OPEP acompanha as pressões do presidente americano Donald Trump em aumentar a oferta global de petróleo, com esse devendo visitar a Arábia Saudita entre os dias 13 e 16 de maio.
Perspectivas de novos aumentos produtivos Fontes ligadas à OPEP informaram que o grupo deve antecipar o fim dos cortes voluntários até novembro/25, com potencial de ampliar a oferta em 2,2 mbpd no ano. O movimento reflete a decisão de alguns países, liderados pela Arábia Saudita, em punir o Iraque e Cazaquistão por operarem acima de suas respectivas cotas. Dessa forma, foi informado que o grupo deve realizar novos aumentos produtivos entre agosto e outubro caso os planos compensatórios definidos não sejam cumpridos. Vale destacar que, em abril, o ministro de energia do Cazaquistão defendeu que a oferta do país deve priorizar os interesses nacionais, com a produção no mês seguindo acima das cotas (apesar de queda de 3% frente março).
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,63/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,35% na sessão passado, alcançando USD 7,29351/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,04%, alcançando USD 3,704 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,37%, próximos a USD 7,194 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.