IEA revisa projeções de demanda Em seu último reporte, a Agência Internacional de Energia estima que a demanda global por petróleo deve crescer 740 kbpd em 2025 – sendo um leve aumento frente o número divulgado em abril (+730 kbpd). A mudança reflete os novos acordos relacionados às tarifas, com um abrandamento das taxas envolvendo o comércio entre China e Estados Unidos apoiando a demanda por petróleo. Todavia, mesmo com essa recuperação, o crescimento esperado ainda é bastante inferior ao que se tinha no começo do ano, conforme o clima de incerteza deverá impactar a atividade econômica de diversos players. A IEA também destaca a projeção de oferta para 2025, com o indicador devendo crescer 1,6 mbpd em 2025 (contra os 1,2 mbpd projetados em abril) – apoiado pela oferta de países da OPEP+ (+0,3 mbpd), mas especialmente outros produtores secundários (+1,3 mbpd). Em geral, foi um relatório mais baixista em meio as projeções de um balanço superavitário, mas que parece ter tido menor influência para a queda dos futuros na última sessão.
Lineup de importações no Brasil De acordo com a última atualização do lineup de combustíveis no Brasil, espera-se os fluxos de diesel sigam bastante elevados em maio, somando 1,37 milhão de m³. Esse movimento estende a tendência do início do ano, com as importações do combustível já registrando alta de 17,2% entre janeiro e abril de acordo com o MDIC. O crescimento parece responder a alguns fatores, entre eles o forte aumento do consumo doméstico reforçado pelo atraso da mistura do B15, a estagnação/queda da produção interna do combustível e a paridade de importação aberta, mesmo com os reajustes da Petrobras.
Para a gasolina, entretanto, o lineup ainda aponta um movimento mais fraco de importação, com o volume previsto para maio abaixo de 50 mil m³ até o momento, com o cenário do balanço doméstico do combustível diminuindo a exposição ao mercado internacional. De acordo com o MDIC, o volume importado entre janeiro e abril de 2025 está em 763 mil m³ - uma queda de 25% frente o mesmo período no ano anterior – com potencial de ampliar essa queda caso se tenha o aumento da mistura para o E30 nos próximos meses.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,362/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -2,36% na sessão passado, alcançando USD 7,67907/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,92%, alcançando USD 3,331 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,36%, próximos a USD 7,706 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.