DOE surpreende com alta dos estoques De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo nos EUA avançaram 1,33 milhão de barris, seguindo movimento contrário as expectativas do mercado, que apostavam em uma redução de 1,3 milhão de barris. O crescimento das reservas refletiu principalmente a manutenção de exportações menos aquecidas da commodity, que totalizaram 3,51 mbpd – volume significativamente abaixo do observado no mesmo período de 2024 (4,73 mbpd). Vale destacar que o consumo da commodity se manteve em patamares elevados, totalizando 16,5 mbpd, sendo o maior valor desde meados de janeiro, refletindo a preparação das refinarias para a driving season no país – período entre maio e agosto que sazonalmente conta com um aumento do consumo de gasolina em meio à chegada das viagens de verão.
Outro fator que chamou a atenção do mercado se deu na movimentação das reservas de gasolina e diesel, que apresentaram um aumento na ordem de 816 mil e 579 mil barris, respectivamente, ao passo que o mercado antecipava uma redução dos estoques de ambos os combustíveis. Em relação à gasolina, a alta das reservas reflete uma demanda mais retraída, marcando queda de 1,7% no comparativo semanal e de 8,4% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 8,64 mbpd. No caso do diesel, foi observado uma retração ainda maior do consumo no comparativo semanal, de 9,7%, alcançando 3,14 mbpd, sendo o principal fator de suporte aos estoques do derivado fóssil. Vale destacar que, tanto para a gasolina quanto para o diesel, foi observado um volume de exportação elevado, impedindo altas mais significativas das reservas dos combustíveis.
OPEP pode elevar cotas produtivas em julho Rumores passaram a circular no mercado indicando que membros da OPEP+ estariam discutindo a possibilidade de um novo aumento produtivo na próxima reunião, na ordem de 411 kbpd. Essa nova flexibilização das cotas voluntárias de oito países membros passaria valer para o mês de julho, com fontes apontando que seria especialmente atendendo as intenções produtivas da Arábia Saudita. Nos últimos meses, observa-se uma mudança da política produtiva de alguns players do grupo, que vem adiantando o fim dos cortes voluntários após meses de descumprimento do acordo por países como Cazaquistão e Rússia, além de uma possível busca por recuperar o market-share no mercado global.
Todavia, vale destacar que, em abril, a produção do grupo recuou em quase 106 kbpd apesar do mês prever um aumento das cotas voluntárias em 181 kbpd. Essa queda foi explicada especialmente pelo Cazaquistão, com esse e outros países membros cumprindo parcialmente os planos compensatórios referentes a sobreprodução verificada em 2024. Caso essa tendência se sustente nos próximos meses, portanto, esses aumentos das cotas voluntárias podem ter impactos mais limitados sobre o balanço global.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,368/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,72% na sessão passado, alcançando USD 7,72429/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,27%, alcançando USD 3,359 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,91%, próximos a USD 7,577 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.