Vendas de combustíveis em abril Após um primeiro trimestre de vendas aquecidas, a demanda por diesel B em abril se mostrou mais retraída, apresentando uma queda de 4,9% no comparativo mensal e de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 5,36 milhões de m³. A redução das vendas ocorreu principalmente na região Centro-Sul do Brasil, refletindo o término da colheita de soja na região, acarretando diretamente na diminuição do consumo para transporte e escoamento do produto agrícola para os centros consumidores e terminais de exportação. Vale destacar, ainda, que o índice ABCR já havia evidenciado uma redução dos fluxos de veículos pesados nas rotas pedagiadas ao longo do período, de 0,6% no comparativo sazonal.
Em abril, as vendas de gasolina C estenderam a alta dos últimos meses, atingindo 3,79 milhões m³ no período – volume 4,16% maior do que em abril/24. Trata-se também do melhor resultado do mês na série histórica, superando o nível de 2014. A melhora está associada a uma recuperação do nível de mobilidade e de fluxo de veículos leves, mas também a maior atratividade da gasolina C para o consumidor final no período que antecede o início da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul. No acumulado do ano, por sua vez, as vendas do combustível somam 14,71 milhões de m³, uma alta de 3,38% frente o mesmo período em 2024, enquanto a demanda por Ciclo Otto avançou 2,1% a.a – o que indica uma recuperação do share da gasolina C.
Acordo entre Estados Unidos e União Europeia Um dos fatores que apoiam os contratos é a decisão do governo Trump em adiar as tarifas sobre a União Europeia, melhorando as perspectivas sobre a atividade econômica desses players e, consequentemente, a demanda por petróleo. Anteriormente, essas tarifas que chegavam a 20% conforme informado pela administração em abril, deveriam ser implementadas a partir de 1º de junho, mas a nova decisão posterga esse prazo para 9 de julho.
Na sexta-feira, o presidente Trump chegou a ameaçar em uma rede social a imposição de tarifas de 50% sobre a União Europeia devido as dificuldades de negociação com os países, o que surpreendeu o mercado. Ademais, apesar dessa fala, as tarifas ainda se mantém em 10%, e não foram divulgados os termos negociados que levaram esse adiamento. Em geral, com essa decisão, o mercado alivia os temores inflacionários que essa elevação de tarifas poderia causar, o que tende a se positivo para o consumo de petróleo e derivados, apesar da situação ainda ser menos favorável do que se observava no início do ano, por exemplo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,53% na sessão passado, alcançando USD 7,70882/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,29%, alcançando USD 3,291 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,08%, próximos a USD 7,703 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.