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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo opera estável enquanto investidores aguardam atualizações das negociações entre EUA e Irã
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Ontem (26), o contrato mais ativo do Brent operou em estabilidade, sendo negociado a USD 64,12 bbl (-0,06%). 

Em uma sessão com menos negociações – por conta do fechamento das bolsas americanas em meio ao Memorial Day –, os preços do petróleo fecharam sem grandes alterações. Apesar de iniciar em alta por conta da negociação entre EUA e União Europeia para um adiantamento das novas tarifas, os futuros da commodity cederam os ganhos conforme o aumento das expectativas de um novo adiamento do calendário de redução dos cortes voluntários da OPEP+.

Hoje pela manhã (27), o contrato do Brent para vencimento em agosto de 2025 é negociado em torno de USD 63,96 bbl (-0,23%) até as 08h50. As cotações se mantêm estáveis enquanto os investidores aguardam tanto o desenvolvimento das discussões entre EUA e Irã, como novas atualizações sobre os possíveis cenários para a política produtiva da OPEP+.

Mercado aguarda decisão da OPEP+ Ontem, a OPEP+ confirmou que a reunião ministerial para definição da política produtiva do grupo ocorrerá no próximo sábado (31) – um dia antes do previsto. A decisão de adiantar a reunião gerou a percepção de que os membros estão alinhados em relação à sua decisão, inflando as expectativas de uma terceira alteração do calendário de redução dos cortes voluntários para julho – o que ampliaria a disponibilidade do grupo de ofertar 411 kbpd adicionais no período. Somado a isso, o Ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos disse em um evento em Abu Dhabi que a OPEP+ deve considerar em sua decisão o aumento da demanda pela commodity ao longo dos próximos meses, o que auxiliou nas expectativas de uma entrada maior de barris pelo grupo. Vale destacar que, caso seja confirmado a mudança do calendário, é esperado que o fim dos cortes voluntários – que somam cerca de 2,2 mbpd – seja finalizado até janeiro/26, ao passo que o plano inicial previa que a fase final dessa medida ocorresse em setembro/26.

Menor otimismo acerca de novo acordo nuclear Após a evolução das negociações entre o governo americano e iraniano ao longo das últimas semanas, o mercado vem observando uma maior lentidão nas conversas entre os dois países sobre a criação de um novo acordo nuclear. Vale destacar que, no dia de ontem, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país encontrará maneiras de “sobreviver” às sanções aplicadas pelos EUA caso o acordo não ocorra, o que influenciou na percepção dos investidores de que os governos estão encontrando barreiras para finalizar as negociações. Ao longo dos últimos meses, o Irã vem mostrando maiores dificuldades para escoar petróleo à consumidores do exterior, principalmente ao mercado chinês, com as sanções norte-americanas sobre transportadoras de petróleo iraniano e sobre centros de refino na China que consomem a commodity fornecida pelo Irã gerando novos desafios para a entrega de barris, com os receios de possíveis impactos sobre o volume exportado pelo país do Oriente Médio pesando positivamente sobre as cotações. Dessa forma, o mercado deve se manter atento às novas discussões sobre o acordo nuclear, com uma eventual interrupção das conversas podendo gerar novas movimentações altistas – enquanto a formalização de um acordo pode gerar a tendência de baixa.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,06% na sessão passado, alcançando USD 7,70406/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,31%, alcançando USD 3,257 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,06%, próximos a USD 7,699 MMBTU.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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