Negociações sino-americanas continuam Hoje, as autoridades norte-americanas e chinesas continuarão as discussões comerciais iniciadas ontem, em Londres, no intuito de buscar soluções para a redução ou suspensão das tarifas aplicadas entre os dois países. Ao longo da sessão passada, o sentimento do mercado melhorou após o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar que houve bons avanços ao longo da reunião, principalmente relacionados ao controle de exportações de terras raras pela China. Diante disso, os investidores aguardam agora novas atualizações em relação à política tarifária, com as expectativas ao redor de uma solução definitiva para as taxações voltando a crescer. Vale destacar que, atualmente, mesmo com a redução temporária das tarifas firmadas em Genebra, há um entendimento de que a demanda por petróleo e derivados deve ser pressionada ao longo dos próximos meses, conforme a manutenção de taxações – mesmo que menores – gera um desincentivo para o aumento dos fluxos comerciais a nível global. Dessa forma, um eventual acordo definitivo entre os dois países pode gerar uma melhora das previsões sobre a demanda global pela commodity, fator que entrega suporte aos preços do óleo bruto.
Pesquisas apontam para aumento da oferta da OPEP em maio De acordo com pesquisas feitas pela agência de notícias Reuters, a produção de petróleo pela OPEP12 cresceu em maio, mas os avanços foram limitados por uma diminuição da oferta de alguns países membros que contam com planos compensatórios. Conforme evidenciado, a oferta de petróleo pelo grupo totalizou 26,75 mbpd, marcando aumento de 0,15 mbpd em relação ao mês anterior. O crescimento foi guiado principalmente pela Arábia Saudita, que apresentou um avanço mensal de 0,13 mbpd, ao passo que o Iraque, que conta com planos compensatórios mais agressivos, apresentou uma redução da oferta no período. Vale destacar que, caso consolidado, o avanço de 0,13 mbpd é bem menor frente à redução dos cortes voluntários acordado para o período, de 0,41 mbpd, sendo um fator que evidencia a maior restrição do grupo de ampliar a oferta aos níveis definidos pelos países membros que contam com os cortes voluntários hoje. Vale destacar que, na próxima semana, a OPEP+ divulgará os dados oficiais da produção do grupo, com dados mais detalhados sobre a variação da oferta de cada membro.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,635/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,86% na sessão passado, alcançando USD 7,97776/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,50%, alcançando USD 3,617 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,51%, próximos a USD 8,018 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.