Exportações iranianas sofrem com conflito De acordo com rastreadoras marítimas, a escalada dos conflitos começa a impactar os fluxos de petróleo escoados pelo Irã. As exportações pela Ilha de Kharg, por onde é transportado quase 3 mbpd da commodity, praticamente cessaram desde a última sexta-feira (14), afetando de maneira significativa o volume escoado pelos produtores iranianos. Algumas previsões baseadas em cargas programadas mostram que, ao longo dessa semana, o país deve enviar ao exterior cerca de 0,1 mbpd, ao passo que a média semanal das vendas iranianas em 2025 circulam próximas aos 1,7 mbpd.
Nesse sentido, o mercado já passa a sentir de maneira mais direta os impactos da guerra no que tange o fornecimento de óleo bruto, fator que auxilia na retomada das altas na sessão de hoje. É importante lembrar, no entanto, que o Irã conta com uma parcela de barris em navios tanqueiros localizados no Golfo Pérsico, próximo a 30 milhões de barris, o que entrega uma maior segurança na oferta de curto prazo. Além disso, não houve, até o momento, impactos diretos sobre a infraestrutura produtiva do país, o que limita altas mais significativas das cotações. Ainda assim, conforme a guerra se estende, há um maior receio por parte dos investidores de que Israel passe a mirar essa infraestrutura – tanto na extração de petróleo como na capacidade de refino – o que afetaria, de maneira intensa, as vendas de petróleo pelo Irã ao exterior.
No que tange as negociações para um cessar-fogo, apesar das expectativas de novas conversas intermediadas pelos EUA crescerem no início da manhã de ontem (16), foi observado uma manutenção das ofensivas entre Irã e Israel, com o mercado mostrando um menor otimismo acerca de conversas sólidas para uma interrupção dos ataques. Paralelo a isso, novas falas do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, evidenciaram que a estratégia do país é manter os ataques contra território iraniano, o que reduziu ainda mais a possibilidade de um cessar-fogo. Nesse sentido, a situação entrega fôlego para os prêmios de risco de oferta no Oriente Médio, que seguem sustentados em meio aos receios sobre a continuidade da guerra.
IEA espera mercado menos apertado em 2025 Hoje pela manhã (17), a IEA divulgou o seu Relatório Mensal de Petróleo. A agência promoveu uma leve redução das projeções de consumo para 2025, com uma diminuição das entregas de barris nos EUA e na China evidenciando um mercado menos resiliente, que passa a ser mais afetado pelas tarifas aplicadas entre esses dois países. Paralelo a isso, a oferta de petróleo segue mais fortalecida, atingindo em maio cerca de 105 mbpd – superando o mesmo período do ano passado em quase 1,8 mbpd. O aumento da produção de barris vem tanto pela OPEP+, como reflexo a redução dos cortes voluntários, como por países fora do grupo, como EUA, Canadá e Brasil. No que tange os estoques do petróleo, a IEA confirma que, desde fevereiro, é observado uma tendência de reconstrução das reservas, conforme a oferta passa a exceder a demanda pela commodity. Ainda assim, ao longo do terceiro trimestre, é importante lembrar que essa tendência de ampliação das reservas deve diminuir, por conta do crescimento sazonal do consumo de petróleo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,748/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,35% na sessão passado, alcançando USD 8,71437/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,25%, alcançando USD 3,795 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,88%, próximos a USD 8,879 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.