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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Prêmios de risco de oferta de petróleo voltam a crescer no Oriente Médio
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Ontem, dia 16, o contrato mais ativo do Brent caiu 1,35%, posicionando-se em USD 73,23 bbl. Os futuros do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 71,77 bbl (-1,66%).

Os futuros do petróleo recuaram na sessão passada em meio à redução dos prêmios de risco na região, com a possibilidade de um acordo de cessar-fogo entre Irã e Israel no radar do mercado. Auxiliando na queda das cotações, os dados divulgados pelo NBS de refino na China em maio evidenciaram uma demanda menor pela commodity no mercado chinês.

Hoje pela manhã (17), o contrato do Brent para vencimento em agosto de 2025 é negociado em torno de USD 74,73 bbl (2,05%) até as 08h50. O mercado passa por ume retomada dos prêmios de risco, com a intensificação dos ataques entre Israel e Irã diminuindo as possibilidades de um acordo para suspensão da guerra no curto prazo. Relatos sobre uma diminuição das exportações iranianas influenciada pela escalada dos conflitos também suportam a movimentação altista dos preços.


Exportações iranianas sofrem com conflito De acordo com rastreadoras marítimas, a escalada dos conflitos começa a impactar os fluxos de petróleo escoados pelo Irã. As exportações pela Ilha de Kharg, por onde é transportado quase 3 mbpd da commodity, praticamente cessaram desde a última sexta-feira (14), afetando de maneira significativa o volume escoado pelos produtores iranianos. Algumas previsões baseadas em cargas programadas mostram que, ao longo dessa semana, o país deve enviar ao exterior cerca de 0,1 mbpd, ao passo que a média semanal das vendas iranianas em 2025 circulam próximas aos 1,7 mbpd. 

Nesse sentido, o mercado já passa a sentir de maneira mais direta os impactos da guerra no que tange o fornecimento de óleo bruto, fator que auxilia na retomada das altas na sessão de hoje. É importante lembrar, no entanto, que o Irã conta com uma parcela de barris em navios tanqueiros localizados no Golfo Pérsico, próximo a 30 milhões de barris, o que entrega uma maior segurança na oferta de curto prazo. Além disso, não houve, até o momento, impactos diretos sobre a infraestrutura produtiva do país, o que limita altas mais significativas das cotações. Ainda assim, conforme a guerra se estende, há um maior receio por parte dos investidores de que Israel passe a mirar essa infraestrutura – tanto na extração de petróleo como na capacidade de refino – o que afetaria, de maneira intensa, as vendas de petróleo pelo Irã ao exterior.

No que tange as negociações para um cessar-fogo, apesar das expectativas de novas conversas intermediadas pelos EUA crescerem no início da manhã de ontem (16), foi observado uma manutenção das ofensivas entre Irã e Israel, com o mercado mostrando um menor otimismo acerca de conversas sólidas para uma interrupção dos ataques. Paralelo a isso, novas falas do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, evidenciaram que a estratégia do país é manter os ataques contra território iraniano, o que reduziu ainda mais a possibilidade de um cessar-fogo. Nesse sentido, a situação entrega fôlego para os prêmios de risco de oferta no Oriente Médio, que seguem sustentados em meio aos receios sobre a continuidade da guerra.

IEA espera mercado menos apertado em 2025 Hoje pela manhã (17), a IEA divulgou o seu Relatório Mensal de Petróleo. A agência promoveu uma leve redução das projeções de consumo para 2025, com uma diminuição das entregas de barris nos EUA e na China evidenciando um mercado menos resiliente, que passa a ser mais afetado pelas tarifas aplicadas entre esses dois países. Paralelo a isso, a oferta de petróleo segue mais fortalecida, atingindo em maio cerca de 105 mbpd – superando o mesmo período do ano passado em quase 1,8 mbpd. O aumento da produção de barris vem tanto pela OPEP+, como reflexo a redução dos cortes voluntários, como por países fora do grupo, como EUA, Canadá e Brasil. No que tange os estoques do petróleo, a IEA confirma que, desde fevereiro, é observado uma tendência de reconstrução das reservas, conforme a oferta passa a exceder a demanda pela commodity. Ainda assim, ao longo do terceiro trimestre, é importante lembrar que essa tendência de ampliação das reservas deve diminuir, por conta do crescimento sazonal do consumo de petróleo.
 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,748/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,35% na sessão passado, alcançando USD 8,71437/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,25%, alcançando USD 3,795 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,88%, próximos a USD 8,879 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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