China amplia compras de petróleo iraniano Ao longo desse mês, a China vem aumentando as compras de petróleo fornecido pelo Irã. De acordo com dados divulgados por rastreadoras marítimas, entre as três primeiras semanas de junho – marcadas pelo conflito entre Irã e Israel –, as tradings chinesas internalizaram entre 1,4 – 1,8 mbpd da commodity iraniana, volume considerado recorde. A movimentação ocorreu em meio à busca do Irã de acelerar as vendas do petróleo localizado em bases marítimas, com o receio de que as cargas pudessem ser afetadas por conta das ofensivas israelenses crescendo. Vale destacar, também, que as negociações do óleo bruto comercializado pelo Irã rodavam com um desconto próximo a USD 2 bbl frente ao Dated Brent, gerando um incentivo para a manutenção das compras do produto – mesmo em um cenário de riscos logísticos mais altos. Vale destacar, ainda, que o mercado chinês seguiu importando volumes altos do país do Oriente Médio mesmo em um contexto de manutenção programada das refinarias, que se estende desde maio, evidenciando que o país vem buscando manter a estratégia de ampliação dos estoques em um contexto de preços mais baixos da comkodity no mercado internacional.
Lineup mostra queda das cargas de diesel No Brasil, os dados do lineup mostram que as importações de diesel devem alcançar cerca de 1,08 milhão de m³ em junho - volume 27% abaixo do mês anterior e 29% menor em relação ao mesmo período do ano passado. A redução acelerada das internalizações reflete, dentre outros fatores, uma janela mais fechada para aquisições do combustível no mercado externo, principalmente a partir da terceira semana do mês, conforme a alta dos preços no mercado internacional acabou reduzindo a atratividade do produto externo. Ao longo dessa semana, a queda acelerada dos preços do petróleo acabou por diminuir esse diferencial entre os preços domésticos e externos, fator que pode resultar em uma melhora do volume importado ao longo das próximas semanas, conforme a demanda por diesel B no Brasil se mantém aquecida. Ainda assim, outros fatores, como a melhora de indicadores produtivos nas refinarias e a chegada do B15 a partir de agosto pode servir como impeditivos para um avanço mais acelerado da internalização de diesel A no Brasil.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,261/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,07% na sessão passado, alcançando USD 8,05987/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 10,79%, alcançando USD 3,613 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,31%, próximos a USD 8,085 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.