Estoques de petróleo e gasolina crescem nos EUA Após cinco semanas consecutivas em queda, os estoques comerciais de petróleo nos EUA voltaram a crescer, com o DOE registrando um avanço semanal de 3,8 milhões de barris – volume bem superior ao registrado pelo API, de 680 mil barris. A alta refletiu uma expansão significativa das importações, que avançaram 975 kbpd (+16,4%) na semana, para compensar a oferta doméstica menor observada ao longo dos últimos meses. Ao mesmo tempo, a redução extrema das exportações de óleo bruto pelos EUA, em 1.965 kbpd (-46%), também contribuiu de maneira significativa para o balanço superavitário, dado que a demanda doméstica se manteve em patamares elevados, acima das máximas sazonais para o período, com o fator de utilização do refino se posicionando ao redor dos 94,9% - maior valor para o ano. Dessa forma, apesar de um aumento dos estoques, verifica-se que a movimentação ocorre por conta de uma tentativa de reduzir o déficit interno, através da elevação expressiva da internalização da commodity e uma redução das vendas ao exterior.
No que tange os derivados, a gasolina também registrou um aumento das reservas, em 4,18 milhões de barris, refletindo uma produção interna e um volume de importações ainda bem aquecidos. Na frente do consumo, no entanto, foi registrado uma redução expressiva, de 1.048 kbpd (-10,8%), gerando esse balanço superavitário. Já para o diesel, os estoques seguiram em queda pela segunda semana consecutiva, atingindo novas mínimas em meio à um avanço acelerado do consumo, de 249 kbpd (+6,6%), e importações bem limitadas.
Mercado mostra otimismo com negociações tarifárias Ontem, os investidores foram surpreendidos pela confirmação feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em relação à uma negociação com o Vietnã para a implementação de tarifas mais baixas frente ao proposto inicialmente, de 40% para 20%. A decisão acabou trazendo um maior otimismo ao mercado acerca das negociações do governo norte-americano com outros países, gerando a percepção de que as restrições comerciais podem ser menos intensas do que o previsto anteriormente – o que auxiliou, inclusive no avanço das cotações do petróleo. Ao longo dos próximos dias, o assunto deve seguir influenciando os futuros da commodity, em meio à proximidade do prazo para o fim da redução temporária das taxações.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,488/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,98% na sessão passado, alcançando USD 8,22409/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,61%, alcançando USD 3,544 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,32%, próximos a USD 8,198 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.