Importações de combustíveis – Brasil No Brasil, o MDIC divulgou os dados da balança comercial junho. De acordo com as informações, as importações de diesel totalizaram 1,31 milhão de m³ em junho, marcando queda de 11,5% em relação ao mês anterior e de 14,8% no comparativo com o mesmo período de 2024. O principal motivador da redução se deu no cenário de uma janela mais fechada para internalização do combustível no período, principalmente no início do mês, quando a forte alta das cotações no mercado internacional influenciou nesse contexto. Mesmo com a queda em junho, o primeiro semestre do ano foi marcado por um recorde nas importações do derivado fóssil, totalizando 7,9 milhões de m³ – alta de 13,2% em relação ao mesmo período de 2024.
A gasolina, por sua vez, recuou frente maio, atingindo 193 mil m³, mas ainda representou uma alta no comparativo com junho/24 em 128%. Essa variação anual expressiva reflete uma base relativamente baixa que se tinha em 2024, com as importações de junho sendo de apenas 84 mil m³. Logo, quando se considera o resultado no primeiro semestre, as importações de gasolina somam 1,2 milhão de m³, uma queda de 12% frente o ano anterior. Em geral, a maior demanda por gasolina C mantém o balanço doméstico pressionado, mas a maior atividade das refinarias contribui para atender o mercado interno e limitar altas no indicador de importação. Para os próximos meses, espera-se que o aumento da mistura para E30 também influencie em um menor volume de importação no comparativo de anos anteriores.
OPEP+ aumenta cotas produtivas Em reunião no último final de semana, países membros da OPEP acordaram em aumentar a produção em 548 kbpd a partir de agosto – volume maior do que era antecipado pelo mercado. A medida diz respeito aos cortes voluntários que países do grupo assumiram no início de 2024 que somavam 2,2 mbpd, com o fim dessa política sendo antecipado nos últimos meses ao passo que cerca de 80% desse volume pode retomar para o mercado a partir de agosto.
Todavia, vale destacar que a flexibilização dos cortes voluntários tem refletido em aumentos menores da produção do grupo nos últimos meses, mesmo pelos países que teriam direito a ampliar a oferta sem a restrição dos planos compensatórios, como a Arábia Saudita. Ademais, rumores voltaram a circular que a OPEP poderia anunciar um último aumento produtivo em 550 kbpd a partir de setembro na próxima reunião do grupo, com a política de corte voluntário se encerrando no terceiro trimestre – apesar dos planos compensatórios se estenderem até junho/26.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,73% na sessão passado, alcançando USD 8,1277/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,29%, alcançando USD 3,419 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,93%, próximos a USD 8,111 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.