Saudi Aramco aumenta preços de venda Ontem, a Saudi Aramco – principal petrolífera da Arábia Saudita – anunciou um aumento dos preços de venda do petróleo tipo Arab Light para compradores asiáticos e europeus em mais de USD 1 bbl. Agora, o indicador opera no maior valor em quatro meses, ficando USD 2,2 bbl acima da referência Omã/Dubai, evidenciando que o maior produtor do Oriente Médio espera que haja uma recuperação do consumo não somente nos EUA – que passa por um cenário de demanda aquecida pelas refinarias –, mas também pela Ásia, com o fim do período de manutenções programadas na China podendo se converter em um avanço das importações ao longo dos próximos meses. Vale destacar que, em meio à essa percepção, algumas pesquisas apontaram que a produção de petróleo pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos cresceram ao longo de junho, com a oferta total da OPEP12 avançando cerca de 270 kbpd frente ao mês anterior, evidenciando que o grupo vem, de fato, adiantando a redução dos cortes voluntários – apesar dos planos compensatórios impedirem, ainda, crescimentos mais significativos da extração da commodity por alguns membros.
EUA altera calendário de implementação das tarifas Nos últimos dois dias, as incertezas em relação à aplicação de medidas tarifárias mais severas por parte dos EUA voltaram a crescer. No dia de ontem, o governo norte-americano confirmou que a redução temporária das taxações foi adiada até agosto, conforme o presidente dos EUA, Donald Trump, vem promovendo negociações com alguns países para redução das tarifas inicialmente anunciadas em abril. Apesar do adiamento para o fim da diminuição temporária, o mercado vem mostrando um certo receio em relação à medida a ser anunciada nas próximas semanas, com a elevação das tensões entre os EUA e países do BRICS aumentando os temores sobre uma aplicação de taxas mais severas sobre os membros do bloco econômico. Paralelo a isso, foi confirmado também um aumento da taxação para 25% sobre 14 países – incluindo importantes economias asiáticas, como Japão e Coreia do Sul –, com vigência a partir do mês que vem, com os investidores aguardando agora uma nova rodada de discussões entre os EUA e as nações afetadas sobre as possibilidades de interromper a aplicação dessa medida. Diante disso, os futuros do petróleo voltam a ficar mais sensíveis à atualizações sobre o assunto, em meio à percepção de que uma política tarifária mais agressiva pelos EUA pode se reverter em uma diminuição das atividades econômicas a nível global, o que impacta negativamente a demanda por petróleo e derivados.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,412/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,87% na sessão passado, alcançando USD 8,28002/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,32%, alcançando USD 3,457 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,26%, próximos a USD 8,259 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.