Importações chinesas atingem maior nível desde ago/23 De acordo com dados oficiais, as importações de petróleo em junho atingiram o maior patamar em 22 meses, estando em 12,14 mbpd em média. O volume é 7,1% maior do que em maio, superando em 7,4% no comparativo anual, conforme preços mais atrativos do petróleo entre abril e maio resultaram em um maior volume de compras pela China, com essas cargas chegando no país apenas no último mês. Um destaque é o aumento das importações da Arábia Saudita e Irã, de acordo com companhias de rastreamento, com os países respondendo por quase 3,3 mbpd do volume internalizado em junho. Outro fator que apoiou esse maior volume de compras é o fim da temporada de manutenções durante a primavera, o que levou a uma maior necessidade de importação pelas refinarias.
Considerando a média do primeiro semestre, estima-se que o volume importado chegou a 11,31 mbpd, um aumento de quase 1,4% frente o mesmo período em 2024. Todavia, esse maior volume de importações vem se refletindo em maiores estoques, com A IEA estimando um aumento das reservas chinesas em 82 milhões de barris no segundo trimestre, indicando uma estratégia de garantir a segurança energética do país e uma demanda chinesa apresentando um crescimento menor nos últimos meses.
Arábia Saudita ampliou produção em junho em 400 kbpd De acordo com uma estimativa do mercado, a Arábia Saudita ampliou a produção em 400 kbdp em junho, contribuindo para elevar a oferta da OPEP+ no mês para 41,79 mbpd. Trata-se do maior volume do grupo desde dezembro/23, quando a Angola ainda era um país membro, além de representar a maior produção da Arábia Saudita em quase dois anos. O país vinha gradualmente ampliando sua produção conforme acordado a flexibilização das cotas produtivas nos últimos meses, com o relatório de junho da OPEP+ informando um crescimento de 177 kbpd até maio (9.183 mbpd), mas caso se confirme essa projeção, o movimento de junho supera todos os aumentos da oferta desde o início do ano. Ademais, a oferta dos países membros da OPEP será oficialmente publicada amanhã, no relatório mensal do grupo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,314/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,51% na sessão passado, alcançando USD 8,37284/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 5,01%, alcançando USD 3,48 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,35%, próximos a USD 8,486 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.