Estoques de petróleo caem, mas combustíveis crescem De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo nos EUA voltaram a cair após duas semanas de alta, posicionando-se ao redor de 422 milhões de barris – volume 4% menor do que o registrado no mesmo período de 2024. A queda das reservas segue refletindo a manutenção de um consumo aquecido – com o fator de utilização das refinarias se mantendo próximo à 94% –, mas também por uma recuperação das exportações, que apresentaram uma variação semanal positiva de 0,76 mbpd (+27,6%). A situação gera uma certa preocupação aos investidores, dado que os patamares atuais de preços seguem gerando desincentivo para novos investimentos na extração de xisto, com o indicador de produção se mantendo abaixo do observado em relação ao primeiro trimestre do ano. Dessa forma, o mercado deve se manter atento à evolução da oferta norte-americana nos próximos meses.
Na frente dos derivados, foi registrado um crescimento dos estoques de diesel e gasolina, na ordem de 3,34 milhões e 4,17 milhões de barris, respectivamente. As reservas de diesel mostram uma recuperação após se posicionarem no menor valor desde julho de 2005, em meio à uma queda expressiva da demanda doméstica e das exportações do combustível, assim como uma retomada mais acelerada das importações. No caso da gasolina, apesar de uma produção e importações menores do derivado fóssil , foi registrado uma demanda bem retraída do combustível no mercado doméstico, sinalizando uma driving season menos aquecida.
Demanda chinesa segue mostrando reação Após dados do governo chinês mostrarem que o refino de petróleo na China atingiu em junho o maior valor em quase dois anos, totalizando 15,2 mbpd, algumas projeções apontam para a manutenção do crescimento do indicador em julho, marcando novas altas mensais no processamento da commodity pelo país. A recuperação observada no mês passado já era aguardada pelo mercado, conforme as refinarias finalizaram o processo de manutenção programada, garantindo uma entrada de capacidade de processamento maior no período. Paralelo a isso, é observado que as importadoras seguem se aproveitando de cotações mais baixas no mercado para ampliar as suas aquisições, seja para destinar aos centros de processamento, seja para seguir ampliando os estoques da commodity no país. Dessa forma, a reação do consumo na China e em outros players asiáticos – principalmente a Índia – é um fator que acaba por impedir patamares de preços menores nesse período, mesmo em um cenário de ampliação acelerada da oferta da commodity.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,551/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,28% na sessão passado, alcançando USD 8,15388/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,11%, alcançando USD 3,555 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,25%, próximos a USD 8,174 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.