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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo estende queda com pessimismo em relação às tarifas americanas
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Ontem, dia 22, o contrato mais ativo do Brent registrou queda de 0,9%, posicionando-se em USD 68,59/bbl. Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 66,20/bbl (-1,4%).

Em geral, as incertezas sobre a economia, especialmente com a proximidade do prazo para a implementação das tarifas de Donald Trump, em 1º de agosto, continuaram pressionando os contratos por mais uma sessão. A percepção de uma demanda mais fragilizada nos próximos meses, com o fim do pico de consumo no Hemisfério Norte, também tem limitado a recuperação dos contratos.

Hoje pela manhã (23), o contrato do Brent para vencimento em setembro de 2025 é negociado em torno de USD 68,08/bbl (-0,7%) até as 09h15. Após iniciar o dia em alta, com a confirmação de um acordo comercial entre Estados Unidos e Japão, os futuros devolveram os ganhos à medida que as incertezas sobre as tarifas persistem, com maior aversão ao risco impactando as cotações.


API registra alta nos estoques de diesel

De acordo com o API, os estoques nos Estados Unidos apresentaram queda de 577 mil barris na última semana, em meio à redução das importações e a uma demanda pelas refinarias ainda elevada (apesar de o instituto registrar uma queda da FUT no período). Todavia, o destaque foi o aumento das reservas de diesel em 3,4 milhões de barris na semana, estendendo o movimento observado no relatório anterior. Esse crescimento pode representar um alívio para o mercado de diesel, indicando uma tendência de recuperação dos estoques; ainda assim, os níveis permanecem muito abaixo da média. Para a gasolina, foi registrada uma queda das reservas de 1,2 milhão de barris, possivelmente influenciada por uma menor produção do derivado e pela manutenção do consumo na média sazonal.

Processamento de petróleo no Brasil

Em junho, as refinarias brasileiras processaram 9,49 milhões de m³, de acordo com a ANP, resultado praticamente estável em relação ao mês anterior e representando uma alta de 0,8% frente a junho de 2024. Essa leve recuperação contribuiu para reduzir a queda no acumulado anual, que agora está apenas 1% abaixo do registrado no primeiro semestre de 2024, com uma média de 316 mil m³/dia processados. Além disso, com o resultado de junho, observou-se uma melhora no indicador de utilização das refinarias, com a FUT alcançando 82,6%, o maior patamar desde março.

A produção de combustíveis, por sua vez, apresentou resultado misto. Quanto ao diesel, foi registrado um aumento em relação a maio, chegando a 3,95 milhões de m³ — o melhor resultado desde março —, embora ainda abaixo dos níveis de 2024. Dessa forma, o acumulado do primeiro semestre representou uma queda de 2,6% em relação ao ano anterior, com a melhora do indicador não sendo suficiente para alcançar o pico de 2024. Isso aumenta a exposição do Brasil ao mercado internacional, uma vez que esse movimento ocorre em um período de maior crescimento da demanda por diesel A.

Para a gasolina, a produção apresentou queda tanto em relação a maio quanto a junho de 2024, totalizando 2,5 milhões de m³ (-2,8% a.a.). Esse movimento pode refletir uma tentativa das refinarias de ampliar a produção de outros derivados, buscando maior produtividade em combustíveis pesados, por exemplo. Todavia, mesmo com essa queda, o indicador da gasolina A ainda acumula alta de 4,1% no ano em relação a 2024, caminhando para estabelecer um novo recorde da série.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,252/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,90% na sessão passado, alcançando USD 8,16221/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,05%, alcançando USD 3,218 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,66%, próximos a USD 8,109 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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