Chevron deve voltar a operar na Venezuela De acordo com o Wall Street Journal, fontes próximas à Administração Trump confirmaram que os EUA devem anunciar novas licenças para empresas norte-americanas voltarem a operar na Venezuela, começando pela Chevron.
A exclusão das licenças havia sido anunciada em fevereiro, com vigência a partir de maio, além da confirmação de tarifas secundárias contra países que comprassem o petróleo provido pela Venezuela. A medida, no entanto, não gerou impactos significativos às receitas de Caracas, conforme as vendas que antes eram feitas aos EUA e Europa passaram a ser direcionadas para a China, que não foi afetada pela aplicação de taxações secundárias.
Dessa forma, a decisão do governo norte-americano vai em linha com a necessidade do país de encontrar novos fornecedores de petróleo, conforme a queda da produção e os estoques em níveis historicamente baixos nos EUA gera receio sobre a segurança do fornecimento da commodity às refinarias estadunidenses.
Nesse sentido, a possibilidade de novas licenças para empresas operarem na Venezuela reduziu os temores sobre novas quedas na oferta de óleo bruto pelo país da América do Sul, acarretando pressão baixista sobre os futuros do petróleo na sessão passada.
Importações de diesel devem se manter aquecidas em julho
De acordo com o Lineup de Combustíveis da StoneX, as importações brasileiras de diesel devem totalizar 1,38 milhão de m³ em julho – volume 9,1% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.
Desse volume, cerca de 1,03 milhão de m³ já foram entregues, principalmente em São Sebastião, Santos, Paranaguá e Itaqui. Em relação às principais origens, 57% foram providos pela Rússia, 31% pelos EUA e 12% pela Índia.
O indicador acabou surpreendendo o mercado, dado que a janela para importação se mantém fechada desde junho, com a manutenção de importações elevadas devendo refletir um balanço mais apertado do combustível no mercado doméstico – como resultado da produção menor das refinarias e a continuidade de um consumo aquecido de diesel B.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,094/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,98% na sessão passado, alcançando USD 8,23242/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,81%, alcançando USD 3,119 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,19%, próximos a USD 8,248 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.