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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

EUA considera renovar licenças de operação em campos de petróleo na Venezuela
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Ontem, dia 24, o contrato mais ativo do Brent registrou alta de 1%, posicionando-se em USD 69,18 bbl. Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 66,03 bbl (+1,2%).

Os futuros do petróleo seguiram respondendo ao maior otimismo em relação às negociações tarifárias entre EUA e União Europeia, como também à queda dos estoques da commodity no mercado norte-americano. Apesar disso, ao longo da sessão, os boatos sobre novas permissões da Administração Trump para a Chevron operar na Venezuela geraram um recuo dos ganhos.

Hoje pela manhã (25), o contrato do Brent para vencimento em setembro de 2025 é negociado em torno de USD 69,42 bbl (+0,35%) até as 08h50. Apesar da expectativa ao redor da renovação das licenças americanas para operações na Venezuela, as atenções dos investidores seguem direcionadas ao balanço norte-americano e europeu, com os estoques mais apertados nessas regiões entregando suporte às cotações.


Chevron deve voltar a operar na Venezuela De acordo com o Wall Street Journal, fontes próximas à Administração Trump confirmaram que os EUA devem anunciar novas licenças para empresas norte-americanas voltarem a operar na Venezuela, começando pela Chevron. 

A exclusão das licenças havia sido anunciada em fevereiro, com vigência a partir de maio, além da confirmação de tarifas secundárias contra países que comprassem o petróleo provido pela Venezuela. A medida, no entanto, não gerou impactos significativos às receitas de Caracas, conforme as vendas que antes eram feitas aos EUA e Europa passaram a ser direcionadas para a China, que não foi afetada pela aplicação de taxações secundárias. 

Dessa forma, a decisão do governo norte-americano vai em linha com a necessidade do país de encontrar novos fornecedores de petróleo, conforme a queda da produção e os estoques em níveis historicamente baixos nos EUA gera receio sobre a segurança do fornecimento da commodity às refinarias estadunidenses. 

Nesse sentido, a possibilidade de novas licenças para empresas operarem na Venezuela reduziu os temores sobre novas quedas na oferta de óleo bruto pelo país da América do Sul, acarretando pressão baixista sobre os futuros do petróleo na sessão passada.

 

Importações de diesel devem se manter aquecidas em julho

De acordo com o Lineup de Combustíveis da StoneX, as importações brasileiras de diesel devem totalizar 1,38 milhão de m³ em julho – volume 9,1% maior do que o registrado no mesmo período de 2024. 

Desse volume, cerca de 1,03 milhão de m³ já foram entregues, principalmente em São Sebastião, Santos, Paranaguá e Itaqui. Em relação às principais origens, 57% foram providos pela Rússia, 31% pelos EUA e 12% pela Índia. 

O indicador acabou surpreendendo o mercado, dado que a janela para importação se mantém fechada desde junho, com a manutenção de importações elevadas devendo refletir um balanço mais apertado do combustível no mercado doméstico – como resultado da produção menor das refinarias e a continuidade de um consumo aquecido de diesel B.
 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,094/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,98% na sessão passado, alcançando USD 8,23242/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,81%, alcançando USD 3,119 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,19%, próximos a USD 8,248 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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