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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo se mantém estável enquanto investidores aguardam decisão do Fed
 
 
Bruno Cordeiro
 
Isabela Garcia

Ontem, dia 28, o contrato mais ativo do Brent registrou alta de 2,3%, posicionando-se em USD 70,04 bbl. Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 66,71 bbl (+2,4%).

Os futuros do petróleo responderam às ameaças feitas por Donald Trump sobre uma redução do prazo para que a Rússia negocie com a Ucrânia o fim da guerra no Leste Europeu – elevando os receios de novas sanções sobre as exportações russas. Paralelo a isso, o acordo entre EUA e União Europeia para redução das tarifas também auxiliou nas altas observadas ao longo da sessão passada.

Hoje pela manhã (29), o contrato do Brent para vencimento em setembro de 2025 é negociado em torno de USD 70,14 bbl (+0,14%) até as 08h00. Os futuros do petróleo seguem refletindo o maior otimismo acerca das negociações tarifárias, com os investidores voltando as suas atenções para a reunião do Fed amanhã (30), que irá definir o rumo da taxa de juros dos EUA. 


Trump sobe o tom sobre conflito no Leste Europeu

Ao longo da sessão passada, os investidores retornaram sua atenção ao conflito no Leste Europeu após o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar que irá reduzir o prazo dado à Rússia para negociar um cessar-fogo com a Ucrânia. A afirmação feita pelo presidente norte-americano elevou os temores sobre novas sanções às exportações de petróleo russo, na tentativa de impactar as receitas de Moscou com as vendas da commodity. 

Vale destacar que, em meados de julho, o pacote de novas sanções anunciado pela União Europeia gerou poucos efeitos práticos nas cotações, com o mercado se mostrando cético em relação à possibilidade das medidas adotadas pela Comissão Europeia gerarem impactos efetivos nas vendas de petróleo russo ao exterior – em um contexto no qual não houve apoio dos EUA para o pacote anunciado no período. Nesse sentido, a possibilidade de novas punições promovidas pelo governo norte-americano acaba por elevar os prêmios de risco de oferta pela Rússia, entregando suporte aos futuros do petróleo.

OPEP+ deve decidir por novo aumento no domingo

Um ponto de atenção dos investidores que deve garantir uma maior volatilidade nos preços do petróleo ao longo dos próximos dias se dá na reunião a ser feita por oito membros do grupo que contam com cortes voluntários, marcada para ocorrer no próximo domingo (03). 

De acordo com fontes internas da OPEP+, as expectativas são de mais uma redução dos cortes em 0,548 mbpd – volume equivalente a três meses do plano inicial – para setembro. A movimentação vai em linha com a mudança da estratégia produtiva do grupo, que vem buscando um maior marketshare em algumas regiões, principalmente na Ásia, mesmo que isso acarrete preços de petróleo mais baixos no mercado internacional. 

Caso consolidado, a redução adicional de setembro finalizaria completamente os cortes existentes do grupo, em 2,20 mbpd – além de adicionar um aumento da capacidade dos Emirados Árabes Unidos em cerca de 0,30 mbpd, conforme definido anteriormente em reuniões da OPEP+. Nesse sentido, o grupo pretende ampliar de maneira mais acelerada a entrega de barris ao mercado, mesmo que limitado por conta dos planos compensatórios, que devem se estender até 2026. 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,988/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,34% na sessão passado, alcançando USD 8,33476/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 3,75%, alcançando USD 3,1 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,36%, próximos a USD 8,365 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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