DOE registra alta dos estoques de petróleo De acordo com o DOE, as reservas de petróleo expandiram quase 4,2 milhões de barris na última semana, sendo o quinto período consecutivo de recomposição dos estoques. O volume é menor do que aquele registrado pelo API (8,4 milhões de barris), e acompanha a tendência sazonal de aumento das reservas que costuma se observar entre março e maio – até os estoques voltarem a recuar em meio a demanda durante o verão. Ademais, a alta da semana segue respondendo ao cenário de períodos anteriores, com uma oferta bastante elevada (13,3 mbpd) não encontrando um consumo aquecido (operando próximo da média sazonal). O relatório também trouxe pouca mudança para o cenário dos combustíveis, conforme gasolina e diesel seguiram registrando uma queda dos estoques por conta de uma produção interna mais deprimida.
Projeções apontam Brent em USD 80 bbl Uma pesquisa realizada com analistas do mercado de petróleo aponta que o Brent deve operar em torno de USD 80 bbl ao longo de 2024. De acordo com os economistas consultados pela Reuters, os conflitos no Oriente Médio devem ter pouco impacto sobre o mercado físico do petróleo, conforme as disrupções causadas pelo Mar Vermelho são contornáveis pelos agentes. Em geral, os analistas entendem que fundamentos de oferta e demanda vão ser mais determinantes do que os riscos geopolíticos, especialmente no segundo e terceiro trimestre, conforme se observa os impactos dos cortes da OPEP+ sobre o balanço global. Ademais, o posicionamento menos altista da pesquisa também reflete o sentimento de que se tem uma capacidade ociosa da produção global de petróleo, o que limita os pontos de suporte para os preços.
Sanções sobre petróleo russo As novas sanções aplicadas pelos EUA no final da semana passada sobre Moscou vem trazendo algumas preocupações em relação aos possíveis impactos sobre os fluxos de petróleo russo para a Ásia. Algumas fontes industriais da Índia já indicam que as empresas sancionadas – incluindo principalmente a Sovcomflot, um dos principais conglomerados de transporte marítimo da Rússia – deverão sofrer com o monitoramento do envio de cargas russas acima dos limites da cap price, fator que deve garantir um encarecimento dos fretes, limitando os ganhos com os descontos aplicados ao óleo bruto fornecido pela Rússia. Os principais países atingidos com a medida acabam sendo a China e a Índia, que desde o início da guerra no Leste Europeu vem ampliando de maneira acelerada as compras do produto russo, com a Rússia se tornando o principal fornecedor de ambos os países em 2023.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (29), a sessão abriu em leve queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 83,38 bbl (-0,36%) até as 09h00. A alta dos estoques americanos divulgada pelo DOE, somado a um crescimento do PIB nos EUA menor do que o esperado segue influenciando negativamente as cotações do petróleo, em meio as perspectivas menos positivas sobre a demanda norte-americana pela commodity nos próximos meses.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,615/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,36% na sessão passado, alcançando USD 9,95435/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 11,27%, alcançando USD 1,797 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,02%, próximos a USD 9,853 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.