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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Aumento dos estoques de petróleo nos EUA impacta preços
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quarta-feira (28), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações com resultado misto, com o primeiro sendo cotado a USD 83,68 bbl (+0,04%) e a referência norte-americana a USD 78,54 bbl (-0,42%).

O dia foi marcado por fundamentos mistos, levando os futuros do petróleo a operarem próximo da estabilidade. Os rumores de extensão dos cortes produtivos da OPEP+ ainda influenciaram os investidores, mas com impacto limitado diante do aumento dos estoques de petróleo nos Estados Unidos, além de perspectivas de um Fed mais cauteloso no curto-prazo – com esses fundamentos tendo mais impacto sobre as cotações do WTI. Ademais, o petróleo se encaminha para o segundo mês em alta, com o Brent avançando 10,3% desde o início do ano, apoiado principalmente pelos riscos geopolíticos no Oriente Médio. 


DOE registra alta dos estoques de petróleo De acordo com o DOE, as reservas de petróleo expandiram quase 4,2 milhões de barris na última semana, sendo o quinto período consecutivo de recomposição dos estoques. O volume é menor do que aquele registrado pelo API (8,4 milhões de barris), e acompanha a tendência sazonal de aumento das reservas que costuma se observar entre março e maio – até os estoques voltarem a recuar em meio a demanda durante o verão. Ademais, a alta da semana segue respondendo ao cenário de períodos anteriores, com uma oferta bastante elevada (13,3 mbpd) não encontrando um consumo aquecido (operando próximo da média sazonal). O relatório também trouxe pouca mudança para o cenário dos combustíveis, conforme gasolina e diesel seguiram registrando uma queda dos estoques por conta de uma produção interna mais deprimida. 

Projeções apontam Brent em USD 80 bbl Uma pesquisa realizada com analistas do mercado de petróleo aponta que o Brent deve operar em torno de USD 80 bbl ao longo de 2024. De acordo com os economistas consultados pela Reuters, os conflitos no Oriente Médio devem ter pouco impacto sobre o mercado físico do petróleo, conforme as disrupções causadas pelo Mar Vermelho são contornáveis pelos agentes. Em geral, os analistas entendem que fundamentos de oferta e demanda vão ser mais determinantes do que os riscos geopolíticos, especialmente no segundo e terceiro trimestre, conforme se observa os impactos dos cortes da OPEP+ sobre o balanço global. Ademais, o posicionamento menos altista da pesquisa também reflete o sentimento de que se tem uma capacidade ociosa da produção global de petróleo, o que limita os pontos de suporte para os preços.

Sanções sobre petróleo russo As novas sanções aplicadas pelos EUA no final da semana passada sobre Moscou vem trazendo algumas preocupações em relação aos possíveis impactos sobre os fluxos de petróleo russo para a Ásia. Algumas fontes industriais da Índia já indicam que as empresas sancionadas – incluindo principalmente a Sovcomflot, um dos principais conglomerados de transporte marítimo da Rússia – deverão sofrer com o monitoramento do envio de cargas russas acima dos limites da cap price, fator que deve garantir um encarecimento dos fretes, limitando os ganhos com os descontos aplicados ao óleo bruto fornecido pela Rússia. Os principais países atingidos com a medida acabam sendo a China e a Índia, que desde o início da guerra no Leste Europeu vem ampliando de maneira acelerada as compras do produto russo, com a Rússia se tornando o principal fornecedor de ambos os países em 2023. 

Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (29), a sessão abriu em leve queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 83,38 bbl (-0,36%) até as 09h00. A alta dos estoques americanos divulgada pelo DOE, somado a um crescimento do PIB nos EUA menor do que o esperado segue influenciando negativamente as cotações do petróleo, em meio as perspectivas menos positivas sobre a demanda norte-americana pela commodity nos próximos meses.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,615/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,36% na sessão passado, alcançando USD 9,95435/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 11,27%, alcançando USD 1,797 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,02%, próximos a USD 9,853 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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