
Petróleo avança com queda maior que antecipada dos estoques americanos
Ontem, dia 19, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 65,79 bbl (-1,22%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 62,35 bbl (-1,69%).
O dia foi marcado pelo otimismo envolvendo conversas sobre o acordo de paz entre Ucrânia e Rússia a partir da mediação, e pressão, da Casa Branca. Com isso, investidores precificaram um possível alívio das sanções sobre Moscou, avaliando uma retomada de produtos russos no mercado internacional sem as restrições impostas desde 2022 e também a revisão de tarifas sobre a Índia sob forma de sanções secundárias.
Hoje pela manhã (20), o contrato do Brent para vencimento em outubro de 2025 é negociado em torno de USD 66,57 bbl (+1,17%) até as 09h05. O mercado reverte a queda do dia anterior, conforme não se tem novas definições sobre o Leste Europeu, e a queda maior que antecipada dos estoques de petróleo nos Estados Unidos apoiando a recuperação dos contratos.
API registra queda dos estoques De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos recuaram 2,4 milhões de barris na última semana, número maior do que estimado pelos agentes. A deterioração está associada a um forte patamar de operação das refinarias americanas, que no último relatório do DOE já se encontrava excepcionalmente alta, acima de 96,4%. Isso indica que o mercado americano segue aquecido, impedindo uma recuperação dos estoques – os quais se posicionam abaixo das mínimas sazonais há algumas semanas.
Ainda conforme o API, as reservas de gasolina seguiram recuando na semana, em 956 mil barris, acompanhando a estimativa do mercado. Os estoques de diesel, por sua vez, acumulam mais uma semana de alta, em 535 mil barris, o que representa uma recuperação mais lenta mesmo diante os esforços de produção do parque de refino doméstico. Caso esse número se confirme, ficando abaixo da expectativa dos agentes, pode ser possível uma manutenção das margens dos combustíveis.
Importações de petróleo pela China De acordo com dados oficiais, as importações de petróleo russo pela China atingiram 2,05 mbpd em julho, com o país se tornando o principal fornecedor no período. Trata-se de um crescimento de 16,8% frente o ano anterior, enquanto não se teve registro de importações de petróleo americano pelo segundo mês consecutivo. Observa-se uma maior aproximação da China com ofertantes árabes (com Arábia Saudita sendo o segundo maior fornecedor, em 1,76 mbpd) e com Moscou, especialmente em um momento de ameaças de sanções secundárias a compradores de petróleo e derivados russos. Isso pode sinalizar que a China siga ampliando suas importações com a Rússia após a aplicação de tarifas sobre a Índia, absorvendo parte do fluxo que antes estaria destinado a Nova Delhi.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,766/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,22% na sessão passado, alcançando USD 7,82901/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,43%, alcançando USD 2,754 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,12%, próximos a USD 7,917 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.