
Petróleo recua com maior aversão ao risco do mercado
Ontem, dia 26, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 67,22 bbl (-2,3%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 63,25 bbl (-2,39%).
Após atingirem o maior patamar em quase três semanas, os futuros do petróleo cederam os ganhos em meio a maior aversão ao risco dos investidores. Intervenções da Casa Branca sobre o Fed e imposição de tarifas sobre a Índia – que entram em vigor nessa quarta-feira (27) – contribuem para incerteza e maior pessimismo do mercado.
Hoje pela manhã (27), o contrato do Brent para vencimento em outubro de 2025 é negociado em torno de USD 67,39 bbl (+0,24%) até as 09h0. Preços revertem parte da queda do dia anterior, encontrado apoio com o reporte de mais uma semana de recuo dos estoques de petróleo e derivados nos Estados Unidos.
API registra queda dos estoques De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos recuaram 900 mil barris na última semana, abaixo do que é projetado pelos agentes (-1.900 mil barris). Esse resultado pode refletir uma queda da atividade das refinarias no período, com o API registrando queda de 1,1% frente o período anterior. No caso dos combustíveis, foi registrado uma queda dos estoques de gasolina em 2 milhões de barris, enquanto os de diesel também recuaram 1,48 milhão de barris no período – divergindo da expectativa do mercado de alta em 900 mil barris.
Em geral, a sequência de queda dos estoques devido a uma alta demanda pelas refinarias deve contribuir para apoiar os contratos do petróleo, além do resultado da semana – caso confirmado pelo DOE – também ser positiva para a margem dos combustíveis.
Tarifas sobre Índia Nessa quarta-feira, inicia-se a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre as exportações indianas para os Estados Unidos. A medida veio como forma de retaliação ao comércio de petróleo russo por Nova Delhi, elevando as taxas para 50% (somado ao valor imposto pelo movimento de “Dia da Libertação” de Donald Trump). A medida foi criticada pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, classificando-a como “irrazoável e injustificada”, uma vez que a China importa maiores volume de petróleo e não foi alvo dessas sanções secundárias.
Todavia, apesar da pressão americana, há um entendimento de que a Índia seguirá com o comércio com a Rússia, sinalizado por outros membros do governo indiano. Para o mercado, por conta desse posicionamento, a medida apresenta maior risco de queda do comércio internacional entre essas economias, com um possível impacto sobre a demanda por petróleo e derivados. Logo, a aplicação definitiva dessas tarifas representa um fator baixista para os investidores nessa semana.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,717/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -2,30% na sessão passado, alcançando USD 7,99918/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,74%, alcançando USD 2,697 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,18%, próximos a USD 7,985 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.