
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Isabela Garcia, Market Intelligence Analyst

Ontem, dia 27, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 68,05 bbl (+1,23%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 64,15 bbl (+1,42%).
Os futuros voltaram a se recuperar na última sessão conforme a queda dos estoques de petróleo e derivados no Estados Unidos sugeriu a manutenção de um consumo elevado no país, que vem mantendo o balanço interno deficitário mesmo diante recuperação da produção. Além disso, a sequência de ataques contra a infraestrutura russa também preocupa mercado sobre riscos de oferta de petróleo e combustíveis do país.
Hoje pela manhã (28), o contrato do Brent para vencimento em outubro de 2025 é negociado em torno de USD 67,97 bbl (-0,12%) até as 09h10. Preços registram leve queda no início do dia, com investidores avaliando a elevação de pressões americanas sobre a Índia, acusando o país de financiar o Kremlin.
DOE registra queda dos estoques De acordo com o DOE, as reservas de petróleo nos Estados Unidos recuaram 2,3 milhões de barris na semana, volume muito maior do que registrado pelo API (-947 mil barris). O movimento ocorreu mesmo com a queda da utilização de refinarias do país, com o consumo recuando para 16,88 mbpd e aumento da produção (13,43 mbpd) – o maior nível desde março. Todavia, essa melhora no balanço interno ainda não é suficiente para corrigir o déficit dos últimos períodos, conforme a demanda interna segue bastante expressiva, levando os estoques para os menores níveis desde junho. O relatório, portanto, teve impacto positivo para as cotações na última sessão, mantendo a perspectiva de um balanço americano apertado.
Considerando os derivados, foi registrada queda tanto para o diesel como a gasolina. No caso do diesel, o recuo foi na ordem de 1,78 milhão de barris – divergindo das projeções dos agentes (+900 mil barris), mesmo com um aumento da produção interna. A deterioração das reservas ocorreu em meio ao crescimento da demanda para 4,1 mbpd – nível próximo da média dos meses de inverno. A gasolina, por sua vez, manteve a tendência de queda dos estoques, acompanhando a sazonalidade do indicador.
Exportações russas recuam em agosto As exportações de petróleo russas recuaram em agosto, refletindo os impactos dos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética do país ao longo do mês. De acordo com agências de rastreamento de tankers, a queda dos volumes exportados se deu especialmente no porto de Ust-Luga. De acordo com algumas fontes do mercado, a manutenção dos terminais afetados pelo ataque ucraniano pode demorar meses, o que deve restringir a capacidade de exportação por mais tempo que se esperava. Ataques recentes a algumas refinarias do país, como em Volgograd e Novoshakhtinsk, também vem limitando a capacidade de refino russa, estimando impacto de quase 700 kbpd ao final de agosto.

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Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.


7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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