
Petróleo avança com ataques na Rússia e expectativa com Fed
Ontem, dia 16, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 68,47 bbl (+1,53%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 64,52 bbl (+1,93%).
A sequência de ataques à infraestrutura russa, impactando portos e refinarias, seguiu apoiando os contratos do óleo bruto. Em geral, parte do mercado teme que essas ofensivas provoquem uma crise de abastecimento na Rússia, afetando também o comércio internacional de petróleo e derivados. Além disso, a expectativa de corte de juros pelo Fed nessa quarta-feira também serviu de apoio aos preços.
Hoje pela manhã (17), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 68,19 bbl (-0,4%) até as 09h10. Os contratos revertem parte da alta da sessão anterior, com investidores ponderando o sentimento altista. Todavia, as pressões sobre a Rússia e expectativa de flexibilização da política monetária nos Estados Unidos seguem apoiando os contratos e evitando maiores quedas.
API registra queda dos estoques americanos De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos recuaram 3,4 milhões de barris na última semana, volume bastante acima da estimativa do mercado (-900 mil barris). De acordo com o instituto, a deterioração das reservas pode responder à queda das importações no período (2,4 mbpd), mesmo diante o recuo da atividade das refinarias na semana analisada (-0,7%). Vale destacar que, mesmo com eventuais quedas da FUT do parque americano, observa-se que a demanda por petróleo segue nas máximas sazonais dos últimos cinco anos, o que pode influenciar em uma atividade de refino acima da média em um período que costuma ser marcado por quedas sazonais do indicador.
Ademais, os estoques de diesel e gasolina registraram movimentos distintos, com o primeiro avançando 1,9 milhão de barris e o segundo apresentando queda de quase 700 mil barris. No caso do diesel, trata-se de mais um período de recuperação robusta dos estoques, com margens elevadas aumentando a atratividade do produto. Caso confirmado pelo DOE, as reservas do derivado conseguiriam se aproximar dos níveis de 2024 – mas ainda permanecendo abaixo da média sazonal. No caso da gasolina, a queda dos estoques registrada pelo DOE destoa das estimativas do mercado, com agentes esperando uma leve alta do indicador. Vale destacar que as reservas do derivado costumam seguir em queda até meados de outubro e novembro considerando a tendência dos últimos anos, mesmo em um cenário de demanda menor, refletindo a produção americana.
Conversas entre EUA e Índia Após a administração Trump sinalizar um acordo sobre a venda do TikTok e a expectativa de uma conversa entre o presidente americano e o chinês Xi Jinping na próxima sexta-feira (19), os EUA também sinalizam retomada de negociações com a Índia. Nos últimos dias, as negociações entre os países parecem ter avançado, com Trump inclusive ligando para o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, no aniversário deste. Em geral, essas sinalizações aumentam a expectativa em torno das tarifas impostas ao país asiático de 50%, com possíveis acordos podendo reverter as sanções secundárias associadas à compra de petróleo russo que vem punindo Nova Delhi nos últimos meses.
Todavia, vale destacar que nas últimas semanas o próprio presidente americano pressionava aliados do G7 em também aplicar sanções secundárias sobre a Índia e China, tendo como motivação a compra de petróleo e outros produtos energéticos russos. Logo, apesar dos sinais positivos envolvendo retomada de negociações com esses dois países, investidores ainda aguardam sinais mais concretos de que esses esforços possam representar mudanças efetivas sobre a atual situação.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,103/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,53% na sessão passado, alcançando USD 8,14793/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,90%, alcançando USD 3,131 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,86%, próximos a USD 8,078 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.