
Perspectivas de formação de estoques pressionam petróleo
Ontem, dia 18, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 67,44 bbl (-0,75%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 63,57 bbl (-0,75%).
Os futuros recuaram por mais uma sessão, conforme investidores seguiram receosos com perspectivas de superávit de petróleo nos próximos trimestres, além das preocupações com a economia americana seguirem pressionando a commodity ao limitar o apetite por risco do mercado.
Hoje pela manhã (19), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 66,63 bbl (-0,4%) até as 09h10. O petróleo segue pressionado, revertendo os ganhos observados no início da semana diante perspectivas menos otimistas para a commodity.
Ucrânia avança com ataques na Rússia Na última quinta-feira, ataques de drones ucranianos atingiram duas refinarias na Rússia, as quais somam uma capacidade de processamento de quase 544 kbpd. Uma dessas é a refinaria de Salavat, da Gazprom, destacando-se pela grande distância dos ataques e sendo alvo pela primeira vez desde maio/24. Assim, desde o início da onda mais recente de ataques ucranianos, 19 refinarias já foram atingidas, além de oleodutos e terminais de exportação importantes para o mercado de petróleo russo.
A partir da estagnação das conversas de um cessar-fogo no Leste Europeu em meados de agosto, com Donald Trump chegando a dizer que estava “decepcionado” com Putin, a Ucrânia intensificou os ataques contra a infraestrutura energética russa, contribuindo para paralisar quase 600 kbpd de capacidade de processamento do país – de acordo com estimativas d JP Morgan. Esses ataques ocorrem em um período de maior demanda por combustíveis na Rússia, especialmente gasolina, aumentando os riscos de abastecimento doméstico e potencialmente das exportações, especialmente de derivados. Logo, o mercado observa com cautela essa escalada dos ataques na Rússia, a fim de entender o impacto principalmente sobre as exportações de petróleo e combustíveis.
Preocupações com balanço global Conforme mencionado, o petróleo reverteu parte da alta do início da semana conforme expectativas de uma economia mais fraca influenciando projeções de demanda pela commodity. Nas últimas semanas é possível observar que o petróleo consegue registrar alta apoiado principalmente nos conflitos geopolíticos – especialmente no Leste Europeu. Todavia, em momentos que não se tem novas evoluções desses temas, o fantasma do balanço superavitário volta a influenciar a precificação da commodity, ponderando os ganhos associados aos prêmios de risco. Observa-se que esse movimento voltou a ocorrer nas últimas sessões, com preocupações envolvendo a economia americana após a sinalização de Jerome Powell e projeções reforçando o aumento dos estoques globais do óleo bruto levando a uma queda dos contratos.
Vale destacar também que se consolida no mercado a interpretação de que o movimento de compra de petróleo pela China é o principal responsável para manter um mercado físico mais apertado. Em geral, entende-se que o país vem ampliando seus estoques estratégicos em um momento de preços mais atrativos, buscando garantir sua segurança energética. De acordo com estimativas de algumas instituições, a China adquiriu quase 150 milhões de barris acima dos volumes normais de compra, com a IEA projetando que o país asiático representou quase 90% da formação de estoque no segundo trimestre. Analistas apontam que a China deve seguir nesse ritmo de aquisição, conforme ainda se tem grande volume disponível para estocagem – tornando um pilar importante para a absorção do petróleo adicional sendo injetado no mercado atualmente.
Estoques de petróleo – mil barris

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Fonte: S&P Global. Elaboração: StoneX.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,1/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,76% na sessão passado, alcançando USD 8,08605/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,23%, alcançando USD 3,093 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,50%, próximos a USD 8,127 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.