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Diário de Petróleo

By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

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Petróleo opera em queda pela quarta sessão consecutiva

Ontem, dia 01, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 65,35 bbl (-1,03%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 61,78 bbl (-0,95%).

Os futuros do petróleo seguiram operando em queda, respondendo às expectativas em relação à reunião ministerial da OPEP+ e ao aumento dos estoques de petróleo e derivados nos EUA anunciado pelo DOE, com os investidores precificando um balanço global menos apertado da commodity ao longo dos próximos meses. 

Hoje pela manhã (02), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 65,0 bbl (-0,55%) até as 08h40. O mercado mantém as suas apostas em relação à uma maior entrada de barris ao longo do último trimestre de 2025, com as expectativas sobre a manutenção de um superávit global pesando sobre as cotações do petróleo. 

Estoques de petróleo e derivados crescem nos EUA

De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo apresentaram uma alta semanal de 1,79 milhão de barris, seguindo caminho contrário ao registrado pelo API, de uma queda em 3,67 milhões de barris. 

O avanço das reservas surpreendeu o mercado, auxiliando na baixa das cotações na sessão passada, com a queda da demanda (-308 kbpd) e das exportações (-733 kbpd) sendo os principais fatores que contribuíram para a construção dos estoques no período. Ao mesmo tempo, vale destacar que o FUT nacional segue elevado frente à sazonalidade para o período, operando ao redor dos 91,4 p.p. – frente aos 87,5 p.p. registrado ao final de setembro de 2024.

Esse refino aquecido nos EUA segue refletindo, em última instância, a busca dos centros de processamento de ampliar a produção de diesel, em meio as boas margens de refino do combustível. De acordo com os dados divulgados pelo departamento, as reservas de diesel avançaram 579 mil barris, guiado pela manutenção de uma produção aquecida e níveis de demanda baixos. Em contrapartida, exportações mais elevadas do derivado fóssil acabaram limitando altas mais significativas das reservas.

Os estoques de gasolina apresentaram o maior avanço semanal, de 4,1 milhões de barris. Níveis de produção mais elevados do combustível e uma demanda fraca a nível doméstico resultaram nesse balanço superavitário, com os índices de estocagem voltando a se aproximar dos níveis registrados no mesmo período do ano passado, operando ao redor dos 220 milhões de barris. 

 

Mercado aguarda decisão da OPEP+

Ao longo dos próximos dois dias, a atenção do mercado deve se manter direcionada para as atualizações sobre a decisão a ser tomada pela OPEP+ em sua próxima reunião ministerial, no domingo (05). 

Ontem, o grupo publicou uma nota desmentindo os rumores sobre já ter decidido um aumento dos limites produtivos de oito membros em 500 kbpd para novembro, o que reduziu as expectativas dos investidores sobre um anúncio de volumes maiores do que o observado nos meses anteriores. Ainda assim, o mercado espera que, na reunião ministerial, a OPEP+ decida por um avanço dos tetos entre 274 – 411 kbpd, fator que segue alimentando as pressões baixistas sobre as cotações da commodity nos últimos dias, conforme o mercado já vem precificando essa maior oferta do grupo no penúltimo mês do ano.

É importante destacar, no entanto, que uma decisão de manutenção dos limites produtivos pode servir como um fator altista aos preços do petróleo na sessão da segunda-feira (06), conforme os investidores voltam a precificar uma produção pelo grupo em linha com o esperado para outubro. Dessa forma, os agentes devem se manter atentos aos preparativos para a reunião, com os preços do petróleo se mantendo mais sensíveis a expectativa dos investidores em relação à decisão da OPEP+

  • Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,476/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,03% na sessão passado, alcançando USD 7,77665/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,41%, alcançando USD 3,427 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,38%, próximos a USD 7,747 MMBTU.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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