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Diário de Petróleo

By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

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Petróleo opera estável enquanto investidores avaliam balanço global

Ontem, dia 06, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 65,47 bbl (+1,46%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 61,69 bbl (+1,33%).

Os futuros do petróleo recuperaram parte das perdas registradas na semana passada, com o aumento menor do que o esperado nos limites produtivos da OPEP+ para novembro auxiliando nas altas registradas. Paralelo a isso, a continuidade dos ataques ucranianos contra importantes centros de refino na Rússia ampliou os prêmios de risco de oferta na região, suportando as cotações da commodity.

Hoje pela manhã (07), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 65,3 bbl (-0,2%) até as 09h50. Os preços da commodity seguem estáveis, com os investidores buscando entender a dinâmica global de oferta e demanda nos próximos meses em um contexto de ampliação dos limites produtivos da OPEP+ e, ao mesmo tempo, incertezas quanto a capacidade de exportação russa.

Brasil amplia importações de diesel A

De acordo com os dados divulgados pelo MDIC, as importações de diesel alcançaram 1,77 milhão de m³ em setembro, marcando alta mensal de 35% e de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume é recorde para 2025, sendo também o maior valor desde dezembro de 2023, mesmo em um contexto de introdução do B16 em agosto, evidenciando uma demanda aquecida pelo óleo diesel fóssil no mercado doméstico. Nesse sentido, o resultado reflete, provavelmente, uma recuperação das vendas de diesel B, com o início do plantio de soja em meados de setembro em algumas regiões do país influenciando no aumento do escoamento de insumos agrícolas aos campos. 

Com esse resultado, o acumulado anual (janeiro – setembro) passa a operar ao redor dos 12,8 milhões de m³, marcando avanço de 14% em relação ao observado no mesmo período de 2024. A evolução forte das internalizações acaba refletindo tanto um aumento acelerado das vendas de diesel B no Brasil, como também o recuo da produção de diesel A pelas refinarias brasileiras.

Outro fator que chamou a atenção se deu nas principais origens do óleo diesel importado. Conforme dados divulgados pelo Comexstat, a Rússia registrou o pior share na participação das importações brasileiras desde março de 2023, respondendo por 27% (480 mil m³) dos volumes totais. Ao longo dos últimos meses, o país do Leste Europeu vem apresentando uma maior dificuldade de escoar combustíveis para o exterior, com os ataques ucranianos contra importantes refinarias do país acarretando desabastecimentos regionais de derivados, com Moscou anunciando a suspensão de exportação de algumas cargas de diesel como forma de reduzir os impactos domésticos. 

Boa parte do share perdido pela Rússia acabou sendo absorvido pelos EUA, que respondeu por 45,8% (810 mil m³) do total internalizado. Importantes produtores do Oriente Médio, como Arábia Saudita e Omã, também registraram um avanço da participação, somando entregas de 349 mil m³ (19%) ao mercado brasileiro, enquanto a Índia também registrou um volume elevado, ao redor dos 125 mil m³ (7%). Nesse sentido, apesar da redução da chegada de produtos russos, as tradings brasileiras conseguiram ampliar as compras de outras origens mesmo em um contexto de forte elevação das importações do derivado fóssil.

Importações de gasolina A também mostram sinais de recuperação

Ainda de acordo com o MDIC, as importações de gasolina recuperaram frente agosto, atingindo 166 mil m³, mas o indicador segue apresentando baixa frente o ano passado, estando 9,7% menor que set/24. Essa leve melhora do volume importado parece responder ao aumento do consumo de gasolina C pelo país e a paridade mais favorável para internalização frente os valores praticados pela Petrobras ao longo dos últimos dois meses. 

Todavia, vale destacar que mesmo em um contexto favorável, as importações seguem limitadas devido o amplo abastecimento interno e desaceleração do crescimento do Ciclo Otto, ou seja, o aumento da demanda por gasolina vem mais alinhado com maior share sobre o etanol hidratado do que em um movimento geral de aumento da demanda por combustíveis leves. Logo, no acumulado de 2025 até o momento, as importações de gasolina atingem 1,8 milhão de m³, volume 16,2% menor do que o ano passado. Essa tendência deve se manter no quarto trimestre, mas pode ser atenuada conforme esse período é marcado por uma maior demanda por gasolina C pelo país. 

  • Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,357/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,46% na sessão passado, alcançando USD 7,79093/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,77%, alcançando USD 3,45 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,02%, próximos a USD 7,792 MMBTU.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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