
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

Ontem, dia 27, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 65,62 bbl (-0,49%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 61,31 bbl (-0,31%).
Os rumores sobre um novo aumento dos limites produtivos da OPEP+ para dezembro serviram de pressão aos futuros do petróleo, com os investidores precificando um balanço menos apertado da commodity ao final do ano. Em contrapartida, as falas de autoridades dos EUA confirmando um avanço das conversas com a China sobre as relações comerciais entre os dois países reduziu a pressão baixista sobre os preços ao longo da sessão.
Hoje pela manhã (28), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 64,1 bbl (-1,25%) até as 08h40. As expectativas sobre a decisão da OPEP+ passam a pesar de maneira mais intensa sobre as cotações do petróleo nessa sessão, com as expectativas se voltando para um aumento da entrada de barris ao longo dos próximos meses.
OPEP+ deve decidir por novo aumento dos limites para dezembro
De acordo com fontes internas da OPEP+, o grupo deve decidir por mais um aumento dos limites produtivos para dezembro. As expectativas são de que a expansão dos tetos produtivos continue limitada aos oito países membros que contavam com cortes voluntários, conforme a Arábia Saudita vem pressionando pela manutenção da busca de um maior market-share a nível global.
As expectativas, no entanto, são de um avanço menor das cotas, parecida com a anunciada para novembro, de 137 kbpd. Os aumentos menores dos limites produtivos refletem uma maior pressão da Rússia por uma expansão gradual dos tetos produtivos, como forma de reduzir os efeitos baixistas sobre as cotações do petróleo – em um contexto que o país do Leste Europeu precisa ampliar suas receitas com as vendas da commodity para financiar o conflito com a Ucrânia. É importante lembrar, ainda, que os 2,2 mbpd de cortes voluntários já foi completamente finalizado em setembro, de modo que as ampliações verificadas desde outubro refletem a diminuição da segunda rodada de cortes de oito membros do grupo, que somam 1,65 mbpd.
Caso confirmado, o grupo apresentará uma expansão da capacidade de produção permitida em 2,84 mbpd entre abril e dezembro – fator que, inclusive, vem ditando a queda das cotações nos últimos meses, conforme o grupo vem entregando mais barris ao mercado. Vale destacar, ao mesmo tempo, que uma parcela desse avanço dos tetos produtivos não vem se convertendo em um aumento da oferta real – muito por conta da dificuldade de alguns membros, como a Rússia e o Irã, de ampliar a quantidade de compradores ao seu dispor, que seguem receosos em relação às sanções aplicadas contra esses países e, consequentemente, buscam outros fornecedores disponíveis.
Nesse sentido, a ampliação dos tetos produtivos pode aumentar as pressões baixistas sobre as cotações do petróleo, em meio à percepção de que não só a OPEP+ vem buscando ampliar as exportações da commodity, como também outros fornecedores fora do grupo, principalmente EUA, Brasil, Canadá, Guiana e Argentina – fator que deve acarretar aumento mais significativo do superávit global da commodity. Por outro lado, o mercado também deve levar em conta o tamanho do aumento determinado para dezembro, com volumes diferentes do esperado levando a movimentações mais voláteis do petróleo após a reunião ministerial, marcada para ocorrer no próximo domingo (02).
Conversas entre China e EUA avançam
Ao longo da sessão passada, as pressões baixistas geradas pelos rumores ao redor da OPEP+ foram parcialmente contrabalanceadas por um maior otimismo dos investidores sobre as negociações comerciais entre China e EUA.
Conforme relatado no Fechamento de Câmbio da StoneX: “Ontem, negociadores dos EUA e da China divulgaram que haviam chegado a um consenso em diversos tópicos, como tarifas, taxas portuárias, contrabando de entorpecentes e restrições às exportações. Esse “pré-acordo” deve ser ratificado no primeiro encontro do ano entre Donald Trump e Xi Jinping, nesta quinta (30), na Coreia do Sul.”
Nesse sentido, o avanço dos diálogos entre as duas maiores economias do mundo acaba por reduzir os temores em relação à impactos mais extensos das tarifas sobre os fluxos comerciais a nível global, resultando em uma busca maior por ativos de risco. Agora, o mercado deve seguir precificando as expectativas em relação à reunião entre Xi Jinping e Donald Trump, com novas atualizações sobre o tema devendo permitir novas movimentações nas cotações do petróleo.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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