Ontem, dia 30, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 65 bbl (+0,12%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 60,57 bbl (+0,15%).
Após iniciar o dia em queda, os futuros reverteram a tendência e conseguiram sustentar leve alta, ainda refletindo a deterioração dos estoques americanos e as resoluções após o encontro entre China e Estados Unidos. Os termos acordados entre as duas maiores economias do mundo melhorou a perspectiva de comércio entre os países, devendo ter efeito positivo sobre a demanda por petróleo e derivados. Todavia, as incertezas envolvendo as sanções sobre a Rosneft e Lukoil limitaram a alta no dia.
Hoje pela manhã (31), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 64,16 bbl (-0,33%) até as 09h15. Em geral, a percepção de que os EUA não devem sancionar a China pelas relações com empresas russas e a revisão dos preços da Saudi Aramco para a Ásia pressionam os contratos do petróleo na sessão.
Lineup combustíveis
De acordo com o relatório de lineup da StoneX, as importações de diesel em outubro devem superar 1,4 milhão de m³, mas ficando abaixo do volume do mês anterior. A maior parte das importações é de origem dos Estados Unidos e da Índia, com a Rússia respondendo por menos de 23% desse volume. Em geral, a queda das importações parece responder ao fim do período de maior demanda por diesel B, sazonalmente concentrada entre julho e outubro, além de poder refletir também o forte volume internalizado no mês anterior.
Para novembro, o lineup já indica um volume próximo a 300 mil m³, devendo aumentar nas próximas semanas conforme mais navios são confirmados para o país. Todavia, o início da temporada de menor consumo de diesel B pode pressionar as importações do derivado no período, com o indicador não devendo repetir os níveis dos últimos meses.
A gasolina, por sua vez, deve registrar um outubro com importações levemente abaixo do mês anterior, com o maior volume de cargas programadas para novembro. Os números parecem refletir o período que a gasolina manteve uma paridade para importação atrativa, com as cargas desembarcando com leve atraso em relação a esse período de maior abertura, quando o diferencial se manteve acima de R$0,2/L.
Sanções americanas movimentam Lukoil
Após o anúncio das sanções impostas às duas maiores empresas de petróleo da Rússia, a Lukoil anunciou a venda do segmento responsável por seus ativos estrangeiros. A operação representa o maior movimento corporativo já realizado por uma empresa russa desde o início da guerra na Ucrânia.
A Lukoil, que responde por cerca de 2% da produção global de petróleo, tem como principal ativo internacional o campo de West Qurna 2, no Iraque, um dos maiores do mundo, com produção em torno de 480 mil barris por dia. A companhia também controla a refinaria Lukoil Neftohim Burgas, na Bulgária — a maior dos Bálcãs —, além de deter participações em terminais de petróleo, redes de postos de combustível na Europa e em projetos de exploração e refino na Ásia Central, África e América Latina.
Essa movimentação evidencia a crescente preocupação com os impactos das sanções sobre as operações das companhias russas. No entanto, ainda há incertezas quanto aos efeitos dessas medidas sobre a oferta global de petróleo e sobre quais empresas ou países poderiam ser alvo de sanções secundárias pelo Tesouro dos Estados Unidos. Em geral, o mercado avalia que alguns agentes que mantêm comércio com as empresas afetadas deverão revisar contratos e buscar alternativas de fornecimento. Ainda assim, permanece a percepção de que tais restrições dificilmente serão aplicadas de forma rigorosa à China, o que levou os preços do petróleo a reverter parte da alta do dia anterior.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,956/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,12% na sessão passado, alcançando USD 7,735/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,86%, alcançando USD 4,069 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,23%, próximos a USD 7,717 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.