
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

Ontem, dia 03, o contrato mais ativo do Brent fechou estável, posicionando-se em USD 64,89 bbl (-0,28%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 61,05 bbl (+0,11%).
Após iniciar o dia em queda – influenciado pela ampliação dos tetos produtivos da OPEP+ para dezembro –, os futuros do petróleo apresentaram uma reação em meio ao entendimento de que a decisão do grupo de não ampliar os seus limites produtivos no primeiro trimestre de 2026 pode gerar um balanço menos confortável do que o esperado para o período. Com isso, os índices da commodity fecharam próximos ao registrado na última sexta-feira (31).
Hoje pela manhã (04), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 64,0 bbl (-1,4%) até as 08h40. Os investidores voltam a precificar um balanço mais confortável ao final desse ano, com as expectativas se mantendo de um avanço do superávit global ao longo dos próximos meses. Paralelo a isso, o fortalecimento do dólar em meio às incertezas sobre a movimentação da taxa de juros norte-americana contribui para uma redução da busca por ativos de maior risco, incluindo commodities energéticas.
Mercado reage à decisão da OPEP+
Ao longo da sessão passada, os preços do petróleo registraram movimentos mistos após a decisão da OPEP+ do último domingo (02). Apesar do grupo anunciar mais um aumento de 137 kbpd nos seus limites produtivos para dezembro – fator que já era esperado pelos investidores –, o grupo também confirmou que interromperá os avanços dos tetos no primeiro trimestre de 2026, usando como justificativa para essa decisão a sazonalidade do consumo de petróleo, que usualmente atinge os menores valores do ano entre janeiro e março.
Nesse sentido, o mercado se manteve incerto sobre os efeitos dessa medida para o balanço global no início de 2026, o que auxiliou na recuperação das cotações ao longo da sessão passada. Hoje pela manhã, no entanto, as apostas aparentemente retornaram para um balanço mais confortável da commodity, com os agentes esperando uma maior entrada de barris ao longo dos próximos meses. Paralelo a isso, o anúncio do governo da Líbia confirmando que o país deve atingir uma oferta de 1,6 mbpd (+0,2 mbpd) ao longo do próximo ano contribuiu para tais expectativas, dado que esse membro da OPEP+, junto com Venezuela e Irã, não possui um limite produtivo definido, tendo a liberdade de mover a sua oferta de acordo com seus interesses.
Agora, os investidores devem se manter atentos à evolução da produção real do grupo, que vinha crescendo a um ritmo mais lento frente aos anúncios dos avanços de limites produtivos até agosto. Vale destacar, no entanto, que em setembro, a oferta do grupo mostrou uma recuperação maior, apresentando um avanço mensal de 630 kbpd, o que evidencia uma busca maior por alguns membros – principalmente pela Arábia Saudita – de ampliar as suas exportações e o market-share em algumas regiões, principalmente na Ásia. Caso essa tendência se mantenha, é muito provável que o mercado siga observando um balanço mais superavitário e a reconstrução dos estoques de petróleo a nível global, afetando negativamente as cotações do óleo bruto.

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Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.


7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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