Ontem, dia 06, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 63,38 bbl (-0,22%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 59,43 bbl (-0,29%).
Os futuros do petróleo reverteram ganho da sessão anterior, conforme investidores mantém pessimismo sobre o balanço global nos próximos meses, com essa visão reforçada pela revisão dos preços da Arábia Saudita para a Ásia. Os possíveis impactos das sanções sobre a Rosneft e Lukoil, por sua vez, seguem limitando maiores quedas dos contratos.
Hoje pela manhã (07), o contrato do Brent para vencimento em janeiro de 2026 é negociado em torno de USD 63,95 bbl (+0,9%) até as 09h10. A manutenção de importações chinesas elevadas e como o pessimismo envolvendo os fluxos russos acabam apoiando a recuperação dos futuros no final da semana.
Importações de diesel e gasolina avançam em outubro
De acordo com os dados divulgados pelo MDIC, as importações de diesel A seguiram aquecidas em outubro, totalizando 1,6 milhão de m³ - alta de 7,2% no comparativo com o mesmo período do ano passado. O resultado é o segundo melhor do ano, atrás apenas do registrado em setembro, quando as internalizações somaram 1,77 milhão de m³.
A manutenção de importações aquecidas pelo segundo mês consecutivo reflete o avanço do plantio de soja em diversos estados do Brasil, acarretando aumento do transporte de insumos agrícolas aos campos. Vale destacar, também, que as expectativas são de um novo recorde da produção do grão na safra 2025/26, o que se reflete também nos resultados das internalizações e nas vendas do diesel A no Brasil – mesmo em um contexto de mistura de biodiesel mais elevada, com a introdução do B16 ocorrendo em agosto desse ano.
No acumulado anual, as internalizações alcançaram 14,4 milhões de m³, marcando expansão de 13% no comparativo com 2024. Caso esse ritmo se mantenha, é esperado que as internalizações do combustível superem o recorde anual registrado em 2022, de 15,9 milhões de m³.
No que tange as principais origens, um fator que chamou a atenção se deu no fato de que a Índia superou os Estados Unidos como principal fornecedor do diesel ao Brasil, respondendo por 33% (530 mil m³) do total importado. Os EUA mantiveram um share elevado, de 32% (520 mil m³), ao passo que a Rússia seguiu trabalhando com uma participação menor, de 17% (276 mil m³).
Em relação ao país do Leste Europeu, a redução dos fluxos do combustível não se restringe somente ao mercado brasileiro, mas a outras regiões do globo, conforme as refinarias ainda apresentam dificuldade de atender a demanda doméstica em meio aos danos causados por ataques ucranianos. Nesse sentido, as expectativas se mantêm de uma menor participação russa ao longo dos próximos meses, com a Índia podendo assumir um share maior ao final do ano – período em que os EUA acabam ampliando a demanda interna por diesel para calefação de ambientes em meio à chegada do inverno.
As importações de gasolina, por sua vez, registraram um salto em outubro, atingindo 355 mil m³ - o maior resultado desde janeiro e sendo 32,1% maior do que o mesmo período no ano passado. Vale destacar, todavia, que no acumulado anual as importações de gasolina seguem apresentando queda frente o ano anterior. De acordo com o MDIC, o volume entre janeiro e outubro atingiu 2,1 milhões m³, valor 10,8% menor que o mesmo período em 2024.
Essa tendência no último mês já era apontada pelo lineup, conforme a manutenção de uma paridade favorável para importação da gasolina no último bimestre, com a diferença dos preços da Petrobras superando R$0,2/L, abrindo uma janela de oportunidade para os agentes. Além disso, o aumento da demanda por gasolina C, sazonalmente mais elevado no quarto trimestre, mas que também é reforçado pelo ganho do share de Ciclo Otto sobre o etanol hidratado, também contribui para elevar o volume importado.
Os portos do arco Norte seguiram como o principal destino da gasolina importada, refletindo a maior atratividade do produto estrangeiro à internalização da oferta doméstica. Todavia, com preços externos atrativos, portos da região Sudeste também registraram um aumento da gasolina importada frente os meses anteriores.
Para os próximos meses, é provável que o volume importado siga mais elevado, conforme os preços internacionais sigam mais atrativos do que aqueles praticados pela Petrobras. A StoneX estima que, mesmo após o reajuste da estatal em outubro, o diferencial com o mercado externo se manteve, estando em R$ 0,07/L até a manhã do dia 07, refletindo a recuperação do real e um RBOB relativamente estável. Além disso, o pico de demanda entre dezembro e janeiro pode favorecer importações.
Importações chinesas avançam em outubro
De acordo com dados oficiais, as importações chinesas saltaram 8,2% em outubro frente o mesmo período no ano passado, com uma média de 11,43 mbpd, O alto volume foi registrado mesmo com o acirramento de sanções americanas e europeias sob um hub logístico chinês importante para as operações da Sinopec no início de outubro, com o parque de refino do país conseguindo se adaptar rapidamente às novas restrições. No acumulado anual, por sua vez, as importações alcançaram uma média de 11,13 mbpd, um avanço de 3,2% frente 2024.
A expectativa é de que as novas sanções americanas sobre importantes fornecedores de petróleo para a China (Rosneft e Lukoil) tenham um efeito mais disperso sobre as importações do país, uma vez que diversos navios já haviam sido contratados antes das novas medidas. Mas, em geral, apesar do mercado entender que a China consiga driblar algumas dessas limitações, alguns agentes projetam uma desaceleração das importações nos próximos meses frente períodos anteriores.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,357/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,22% na sessão passado, alcançando USD 7,54222/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,02%, alcançando USD 4,358 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,95%, próximos a USD 7,614 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.