Ontem, dia 10, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 64,06 bbl (+0,68%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 60,13 bbl (+0,64%).
Os futuros do petróleo foram suportados por um maior apetite por risco no mercado, com as expectativas do fim do shutdown nos EUA gerando um maior otimismo acerca das atividades na economia norte-americana e, consequentemente, uma redução dos riscos macroeconômicos. Paralelo a isso, os receios acerca de disrupções de oferta na Rússia por conta das sanções norte-americanas e novos ataques ucranianos também influenciaram nas altas observadas ao longo da sessão passada.
Hoje pela manhã (11), o contrato do Brent para vencimento em janeiro de 2026 é negociado em torno de USD 64,6 bbl (+0,8%) até as 09h10. O petróleo mantém a tendência altista, com os investidores mais receosos em relação à impactos mais efetivos das sanções dos EUA sobre a capacidade russa de exportação da commodity.
Novos ataques ucranianos geram receios sobre oferta russa
De acordo com fontes internas russas, o porto de Tuapse, localizado no Mar Negro, suspendeu novamente as suas exportações de combustíveis, em meio à novas ofensivas de drones ucranianos visando limitar a capacidade de escoamento de derivados fósseis pelo terminal.
Apesar das defesas russas terem interceptado boa parte dos ataques, a Russian Railways confirmou que a entrega de novas cargas de combustíveis para o porto será interrompida até quinta-feira (13), em meio ao receio de que Kiev decida por manter as ofensivas na região.
A limitação de parte da infraestrutura russa de transporte de combustíveis para outras regiões do globo segue influenciando em um aumento dos prêmios de risco, com os crack-spreads do diesel e da gasolina voltando a operar em patamares elevados por conta desse maior receio em relação à disponibilidade de produtos energéticos ao longo dos próximos meses.
Nesse sentido, mesmo com a entrada de mais barris no mercado global ao longo dos últimos meses, e as expectativas de continuação desse cenário para o final de 2025, observa-se que a manutenção de riscos geopolíticos no Leste Europeu segue sustentando as cotações, com o mercado ainda incerto em relação aos impactos das sanções norte-americanas sobre as receitas de Moscou com a exportação de petróleo e derivados.
Estoques marítimos de petróleo seguem elevados
De acordo com rastreadoras, a quantidade de barris estocados em plataformas marítimas na região do Ásia-Pacífico atingiu o maior volume em três anos, totalizando cerca de 53 milhões de barris.
O avanço dos níveis de estocagem na região reflete, principalmente, um aumento da quantidade de barris russos, iranianos e venezuelanos sem uma destinação específica, principalmente em um cenário de cotas de importação mais limitadas pelas refinarias independentes de Shandong, que reduziram as compras de produtos sancionados em meio às incertezas sobre possíveis retaliações norte-americanas.
Vale destacar que, a nível global, algumas estimativas apontam que 161 milhões de barris do Irã e 72 milhões de barris da Venezuela se encontram, atualmente, em plataformas marítimas, com o mercado esperando agora um aumento do nível de produtos russos nessas embarcações, em meio as expectativas de que as sanções sobre a Rosneft e a Lukoil gerem uma interrupção de cargas sendo destinadas para algumas regiões.
O aumento da quantidade de barris no mar acaba gerando reações mistas no mercado. Apesar de, inicialmente, o cenário ser influenciando por um receio em relação à aquisição de barris sancionados, a situação também evidencia um mercado mais sobreofertado, com o avanço da produção a nível global influenciando em um balanço mais superavitário da commodity, com os níveis globais de estocagem mantendo uma trajetória expansionista.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,338/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,68% na sessão passado, alcançando USD 7,62314/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,46%, alcançando USD 4,318 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,36%, próximos a USD 7,651 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.