Ontem, dia 26, o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de 0,9%, posicionando-se em USD 63,07 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,65 bbl (+1,2%).
Apesar do avanço dos estoques de petróleo e derivados nos EUA, os futuros da commodity receberam suporte em meio às incertezas relacionadas à evolução das discussões sobre o acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, com os preços corrigindo parte das quedas registradas na semana passada.
Hoje pela manhã (27), o contrato do Brent para vencimento em janeiro de 2026 é negociado em torno de USD 63,2 bbl (+0,14%) até as 08h30. As cotações do petróleo se mantem estáveis, enquanto os investidores buscam compreender a evolução das negociações de paz no Leste Europeu, com as incertezas relacionadas ao progresso das conversas permeando o mercado.
Estoques de petróleo e derivados crescem nos EUA
De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo nos EUA apresentaram um avanço semanal de 2,77 milhões de barris, seguindo caminho contrário ao registrado pelo API, que apontou uma queda em 1,86 milhão de barris.
O avanço se deve principalmente às importações, que cresceram 8% no comparativo semanal, atingindo o maior valor em onze semanas. Parte dessa expansão da oferta foi contrabalanceada pela recuperação do fator de utilização das refinarias, que passou a operar acima dos 92 pontos, com a demanda por petróleo atingindo 16,4 mbpd – a máxima desde meados de setembro.
Vale destacar que, mesmo com a recuperação das reservas, o indicador segue bem abaixo do observado no mesmo período de anos anteriores, o que ainda permite certos temores em relação à disponibilidade da commodity no mercado norte-americano – somado à um contexto de estoques estratégicos ainda debilitados.
Os estoques de diesel e gasolina também cresceram, na ordem de 1,1 milhão e 2,5 milhões de barris. No caso do diesel, apesar das exportações atingirem um novo recorde anual – sendo o maior valor desde agosto de 2024 –, foi registrado também um forte recuo da demanda doméstica e um novo avanço da produção, garantindo esse balanço superavitário do combustível.
Em relação à gasolina, as vendas ao exterior também se mantiveram aquecidas, com uma elevação das importações e um consumo interno mais arrefecido contrabalancearam o avanço da pauta exportadora, com as reservas seguindo a tendência sazonal de expansão para esse período do ano – que deve se estender até meados de fevereiro.
OPEP+ se reúne novamente nesse domingo
Nesse domingo (30), os membros da OPEP+ terão a reunião ministerial para discutir o futuro da oferta do grupo. Apesar das expectativas seguirem direcionadas para uma manutenção da decisão sobre a interrupção de novos avanços nos limites ao longo do primeiro trimestre de 2026, alguns rumores apontam que os países participantes devem discutir sobre a possibilidade de utilização da capacidade máxima de produção de petróleo a partir de 2027.
A discussão sobre o uso mais amplo da capacidade acaba refletindo a insatisfação de alguns membros – principalmente a Nigéria e os Emirados Árabes Unidos – em relação aos limites atuais impostos pelo grupo, que nos últimos meses vem reduzindo essas imposições. Entre abril e dezembro de 2025, a OPEP+ ampliou os tetos produtivos em 2,9 mbpd – com outros 2,9 mbpd de capacidade ainda travada por conta das restrições definidas pelo grupo.
Nesse sentido, caso o grupo se mova para ampliar as permissões em 2027, o mercado pode observar efeitos negativos sobre as cotações ao longo da próxima semana, com os investidores precificando um balanço ainda mais superavitário nos próximos anos.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,558/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,94% na sessão passado, alcançando USD 7,50533/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,92%, alcançando USD 4,6 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,05%, próximos a USD 7,509 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.