
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Isabela Garcia, Market Intelligence Analyst

Ontem, dia 18, o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de 0,23%, posicionando-se em USD 59,82 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 56,15 bbl (+0,38%).
Os futuros sustentaram mais uma sessão em alta, apoiados pelo escalonamento de tensões geopolíticas. Com as incertezas envolvendo o mercado venezuelano, uma nova leva de sanções contra navios petroleiros envolvendo o Irã e ameaças contra a Rússia, os contratos da commodity conseguem recuperar parte das perdas da semana.
Hoje pela manhã (19), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro de 2026 é negociado em torno de USD 60,03 bbl (+0,35%) até as 09h15. O mercado estende a alta da sessão anterior, mas ainda se encaminha para uma queda na semana.
Estados Unidos ampliam sanções contra o Irã
Os Estados Unidos ampliaram sanções contra 29 navios petroleiros que estariam transportando petróleo do Irã em uma intensificação das pressões americanas contra Teerã. Segundo John Hurley, subsecretário do Tesouro, o objetivo é impedir que o regime iraniano obtenha receita petrolífera usada para financiar seus programas militares e de armamentos. Ademais, no anúncio divulgado pelo Tesouro, a instituição recorda que o governo Trump já sancionou mais de 180 navios ligados a esse esquema, chamados de “shadow fleet”.
Assim, a intensificação de sanções contra o Irã se soma aos acontecimentos recentes na Venezuela como um possível fator de apoio para as cotações, refletindo os riscos de oferta. O caso de Caracas tem um fator de restrição mais direto, uma vez que se trata de um bloqueio de navegação de navios petroleiros pelos Estados Unidos, mas as sanções contra o Irã também contribuem para aumentar os riscos e as dificuldades logísticas de adquirir a commodity.
Todavia, vale destacar que, apesar dessas pressões americanas limitarem o comércio, o mercado segue bastante voltado para as perspectivas de superávit. Atualmente, a Kpler reportou que mais de 1,3 bilhão de barris estão sendo transportados atualmente, o maior patamar desde abril/2020, volume também 20% maior do que agosto, quando a estatística chamou a atenção dos agentes. Em geral, o acúmulo recente é interpretado como impasses para a importação de petróleo russo após as sanções americanas contra a Rosneft e Lukoil, com compradores mais hesitantes e buscando maiores descontos para internalizar esses barris. Entretanto, mesmo que eventualmente esse petróleo seja absorvido, os sinais de excesso de oferta ficam evidentes em outras frentes, com descontos no mercado físico, por exemplo.
Lineup Brasil - dezembro
De acordo com o lineup da StoneX, as importações de diesel em dezembro devem somar quase 890 mil m³, uma desaceleração frente o mês anterior, quando o indicador registrado pelo MDIC alcançou 1,3 milhão m³. Em geral, as importações de diesel tendem a desacelerar no último bimestre do ano devido a sazonalidade de demanda doméstica por diesel B. Todavia, com o forte volume em novembro, é possível que as importações em dezembro marquem uma desaceleração maior em comparação com meses anteriores. O lineup indica uma maior quantidade de diesel americano (48,05%), com Rússia e Índia registrando volumes semelhantes, próximo de 120 mil m³.
Para a gasolina, as importações em dezembro estão em 380 mil m³ até o momento, encaminhando para ser o segundo melhor resultado do ano, atrás apenas das importações de novembro. Em geral, a expectativa de maior demanda pelo derivado no final do ano, e, principalmente, uma janela de importação aberta e atrativa para os agentes do mercado doméstico, favorece a manutenção de importações mais elevadas. Atualmente, a StoneX estima que a defasagem dos preços internos (Petrobras) com o mercado externo está em R$0,34/L, o maior gap desde o final de outubro – antes da Petrobras reajustar os preços de revenda.

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Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.


7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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