Na segunda-feira, dia 29, o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de 2,14%, posicionando-se em USD 61,94 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,08 bbl (+2,36%).
Os contratos se recuperaram da queda da sessão anterior, conforme aumento de tensões no Leste Europeu e o maior ceticismo envolvendo um acordo de paz na região. Esse pessimismo se acentuou com a acusação de Moscou que a residência de Putin teria sido alvo de ataques pelo lado ucraniano um dia após o encontro entre Zelensky e Trump na Flórida. Além disso, outras regiões sensíveis, como o Caribe e Oriente Médio também apoiaram a alta no início da semana.
Hoje pela manhã (30), o contrato do Brent para vencimento em março de 2026 é negociado em torno de USD 61,86 bbl (+0,60%) até as 09h20. O mercado estende a alta da sessão anterior ainda influenciado pelos atritos geopolíticos, especialmente no Leste Europeu e Oriente Médio.
DOE registra leve alta dos estoques de petróleo
Após postergar a publicação dos dados, o departamento de energia divulgou o relatório de estoques na última segunda-feira (29), indicando um leve aumento das reservas de petróleo. No reporte, o indicador avançou 405 mil barris, refletindo uma queda da demanda e das importações, mas estando em um patamar bastante abaixo daquele registrado pelo API (+2,39 milhões de barris). Com isso, os estoques se afastam das mínimas sazonais observadas em 2024, apesar de ainda ser um nível mais baixo das reservas frente à média dos últimos cinco anos. Em geral, o reporte pode ser lido como baixista para o mercado, mas acabou tendo menos peso para as negociações pelo horário de publicação (19h no horário de Brasília) e pelas tensões geopolíticas no início da sessão.
No caso dos combustíveis, o DOE registrou mais uma alta para o diesel e gasolina, na ordem de 202 e 2.862 mil barris, respectivamente. As reservas de diesel têm crescido a um ritmo mais lento, devido a demanda mais elevada durante a temporada de outono e inverno no país, e exportações também maiores que a média, mas se afastam gradativamente das mínimas observadas em julho. Para a gasolina, a alta atividade das refinarias favorece a produção do derivado, com importações mais elevadas no PADD5 contribuindo também para a oferta doméstica em meio a demanda mais estável/ levemente acima da média. Isso, por sua vez, impacta a evolução das margens dos combustíveis, com o crack do diesel recuando 11,6% e da gasolina 30,9% no último trimestre.
Tensões geopolíticas se acumulam
O acúmulo de tensões geopolíticas em regiões ofertantes de petróleo culminou na recuperação dos contratos observada no início da semana. No Caribe, as pressões sobre a Venezuela seguem no radar dos investidores, enquanto no Oriente Médio a retomada de discussões sobre o Irã e novos ataques no Iêmen (conduzidos pela Arábia Saudita) colocam a região novamente no radar dos investidores. Por fim, destaca-se a evolução das tratativas no Leste Europeu, com a intensificação de ataques ucranianos aumentando o ceticismo de um acordo.
A acusação do lado russo de que Kiev teria realizado uma tentativa de ataque contra a residência de Putin no começo da semana impulsionou a alta observada na segunda-feira (29). A Ucrânia nega a acusação, afirmando que teria sido fabricada pelo governo russo, a fim de justificar novos ataques mais intensos contra o país. Apesar dessas indefinições, a Rússia afirmou que iria revisar seu posicionamento sobre as negociações do acordo de paz, evidenciando ainda mais a resistência de cooperação de Moscou apesar das pressões americanas. Até o momento, o presidente Donald Trump pareceu apoiar a versão russa, o que pode impactar as garantias de segurança à Ucrânia caso esse posicionamento se mantenha.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,687/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,14% na sessão passado, alcançando USD 7,37086/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -15,08%, alcançando USD 3,98 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,44%, próximos a USD 7,403 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.