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Diário de Petróleo

By: Flavio Sales, Intern - Market Intelligence

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Acúmulo de tensões geopolíticas apoia petróleo

Na segunda-feira, dia 05, o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de 1,66%, posicionando-se em USD 61,76 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,32 bbl (+1,74%).

As valorizações foram motivadas pelas pressões geopolíticas e os temores de curto prazo quanto aos fluxos de exportação do petróleo venezuelano. A sessão se iniciou com certa estabilidade enquanto agentes digeriam as novas informações, aguardando um direcionamento do governo Trump acerca da gestão das reservas e da infraestrutura de refino de petróleo na Venezuela.

Hoje pela manhã (06), o contrato do Brent para vencimento em março de 2026 é negociado em leve alta, em torno de USD 61,76 bbl (+1,66%) até as 09h30. O mercado estende a alta da sessão anterior ainda influenciado pelos atritos geopolíticos, com temores para a interrupção das exportações Venezuelanas, e a busca por novos mercados dos países parceiros de Nicolás Maduro, como China.

Exportações de petróleo da Venezuela no curto e longo prazo

Após as incursões militares dos EUA no país, foram registrados 12 navios rompendo o bloqueio norte-americano e escoando petróleo da Venezuela ao exterior. Vale destacar que, apesar dos ataques, nenhum dano à infraestrutura de petróleo foi registrado, reduzindo os receios sobre disrupções produtivas ou logísticas. Portanto, o mercado se mantém atento a possíveis sanções e interrupções das exportações, sendo o principal fator altista para as cotações, mas que devem encontrar resistências, tendo em vista a pequena participação da Venezuela no mercado internacional – respondendo por 1% da oferta global.

As expectativas de longo prazo se contrastam com os temores de interrupções de oferta no país nesse primeiro momento. Como tem sido relatado pelas autoridades norte-americanas, é de interesse dos Estados Unidos a reestruturação da produção petrolífera na Venezuela, sendo encabeçada por empresas estadunidenses, com destaque para a Chevron. A Chevron é a única grande empresa petrolífera americana em atuação na Venezuela nos governos chavistas e deve ter vantagem no primeiro momento da participação do Governo Trump no país.

Um controle norte-americano sobre as exportações de petróleo da Venezuela pode levar a tradicionais parceiros comerciais do país, principalmente a China, a buscarem novos mercados. A reorganização dos fluxos de comércio ainda é incerta e especulativa, tendo em vista que navios atracados na Venezuela seguiram furando os bloqueios.

Portanto, agentes seguem em compasso de espera para medidas concretas dos planos para a produção de petróleo na Venezuela, que, se consolidado, traria fundamentos de oferta excedente, somando ao saldo global superavitário.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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